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A ATIVIDADE DE ENSINO DE HISTÓRIA: processo de formação de professores e alunos

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Olavo Pereira Soares


Este trabalho teve por objetivo analisar e propor uma metodologia para o ensino de história. Tal metodologia considera duas características específicas das sociedades tecnológicas na inter-relação com as práticas escolares: a cultura midiática que o aluno e o professor carregam em seu interior para o interior da escola, e os processos de formação continuada do professor. Visa-se com tal metodologia colaborar com um ensino de história significativo para alunos e professores, e que a história seja instrumento de compreensão da vida cotidiana e processo contínuo de formação. A pesquisa possibilitou a elaboração de uma proposta teórico-metodológica denominada como atividade de ensino de história. Os referenciais teóricos que sustentam esta proposta são: a teoria da atividade de Aléxis Leontiev que se insere no conjunto da corrente histórico-cultural em psicologia; os pressupostos da pedagogia da comunicação que traz em seu interior o princípio didático do agir comunicacional; as pesquisas que analisam os conceitos de professor reflexivo-investigativo e o professor pesquisador; a historiografia que se identifica com a análise da cultura em diferentes temporalidades. Os referenciais teórico-metodológicos foram utilizados para analisar um conjunto de quatro atividades de ensino de história realizadas entre os anos de 1997-2000 em escolas da rede pública e particular de ensino da cidade de São Paulo. Os dados deste conjunto de aulas foram coletados pelo pesquisador que se serviu dos princípios metodológicos da pesquisa-ação. A análise dos dados à luz da fundamentação teórico-metodológica assumida possibilitou a explicitação de princípios orientadores da construção de atividades de ensino de história. 


 




 


Prefácio

É sempre interessante verificar como surgem as perguntas que inquietam e encaminham o pesquisador. Com o professor Olavo foi a prática de ensino de história, nas séries do ensino fundamental e médio que impôs as seguintes questões: "Para que serve um determinado conteúdo, se o aluno real está imerso nessa sociedade que é fascinada pela mídia, especialmente encantada pela varinha mágica da fada TV?"; "Como quebrar o encantamento da cultura midiática sem destruir o prazer da experiência estética que os produtos da mídia em geral proporcionam?"; "Como formular conhecimento histórico escolar neste contexto social?".
Aos poucos, o professor Olavo percebeu que as respostas estavam ali, entre os alunos: na necessidade humana de interagir, de expor sentimentos e de trocar experiências sobre conhecimentos dos mais diversos. Também verificou que ao iniciar uma atividade de ensino é preciso "dar a palavra ao aluno", ouvi-lo, comunicar-se com ele, acolher sua cultura e articulá-la com o conhecimento escolar, referenciado no conhecimento científico. 
Surgiu então a necessidade do professor Olavo de modificar sua prática e de pesquisar sobre os métodos de ensino de história, bem como o motivo para elaborar atividades de ensino de história. Teoricamente fundamentado na perspectiva histórico-cultural de Aléxis Leontiev e Lev Vigotski, o autor assume "... que a cultura escolar tem papel de destaque nos processos de desenvolvimento psíquico de crianças e adolescentes; que o desenvolvimento individual está vinculado a processos coletivos e ao contexto histórico-cultural em que o grupo está inserido e que, portanto, as potencialidades a serem desenvolvidas pelos alunos, dependem em grande medida, dos professores". 
O professor Olavo elaborou atividades que satisfizessem as primeiras necessidades dos alunos: as necessidades de interagir e expor seus próprios pensamentos e sentimentos, e com isso, possibilitar as primeiras mobilizações em torno de um determinado conhecimento histórico. Com isto, tornava-se possível o surgimento do motivo que deve vincular professores e alunos ao processo de ensino-aprendizagem: querer estudar, compreender e analisar o mundo em que vivem e, por esse caminho, descobrirem-se simultaneamente produto e produtores da História.
Ao promover a sociabilidade e a comunicação dos alunos entre si e com o professor, encontrou-os distanciados da cultura clássica, das artes, da ciência. Não obstante, satisfeitos com sensações e emoções imediatas, provocadas pela cultura midiática, complacentes, não indagadores. Partindo da recepção midiática discente procedeu a uma mediação pedagógica encaminhadora de apropriação de sentidos e de re-significação qualificada pelo saber escolar. 
Colocando em prática o agir comunicacional, servindo-se de recursos didáticos midiáticos dos mais diversos (música popular, música clássica, pinturas clássicas, cartazes de moda feminina, artigos de jornal etc.), de documentos históricos e de textos da historiografia, levou seus alunos a trabalharem com conceitos de que já dispunham e que eram de senso comum, articulando-os com o conhecimento escolar e alcançando, deste modo, a construção de conceitos fundamentais para a análise da História e do mundo contemporâneo.
A obra do professor Olavo é um convite à Educação Pela Pedra, de que nos fala João Cabral de Melo Neto: "por lições; para aprender da pedra, freqüentá-la... lições da pedra (de fora para dentro, cartilha muda). Outra educação pela pedra: no Sertão (de dentro para fora...). No Sertão... lá não se aprende a pedra: uma pedra de nascença, entranha a alma".
Aceite, pois, o convite que é este livro. A todo professor compromissado com o processo de ensino-aprendizagem. Deixe a pedra entranhar a sua alma. E desfrute, como eu pude fazer, na feliz oportunidade de ter sido orientadora deste trabalho de pesquisa-ensino, da aprendizagem da "pedra entranhada na alma" desse jovem professor-pesquisador.

Heloísa Dupas Penteado

EnsinoHistoria

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Detalhes

SUMÁRIO

  • Prefácio 
  • Introdução 
  • Capítulo I - Sobre a consciência do objeto 
  • O objeto em gestação: a descoberta do mundo e da história 
  • A formação inicial 
  • A formação em serviço 
  • O retorno à pesquisa acadêmica 
  • Sobre o objeto em si ou... quando o pesquisador encontra o objeto 
  • O objeto e suas interfaces 
  • Capítulo II - A atividade de ensino de história 
  • Do ativismo à atividade de ensino 
  • A atividade de ensino: a gênese do conceito 
  • A atividade de ensino: princípios norteadores 
  • O professor de história e a alienação 
  • História, historiografia e ensino de história 
  • Cultura, historiografia e ensino de história 
  • O agir comunicacional na atividade de ensino de história
  • A atividade de ensino no ensino de história 
  • A atividade de ensino e a construção conceitual do conhecimento 
  • Capítulo III - A sala de aula e os processos de ensino como objeto da pesquisa 
  • A pesquisa-ação em sala de aula 
  • As atividades de ensino a serem analisadas e seu contexto
  • O método de análise das atividades de ensino 
  • Capítulo IV - Construir, elaborar e analisar atividades de ensino de história 
  • Cultura e circularidade cultural: a opereta Carmina Burana
  • As bruxas, suas representações e sua historicidade 
  • A música brasileira e a censura durante o regime militar
  • O padrão de beleza 
  • Considerações finais
  • Bibliografia 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Olavo Pereira Soares
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 978-85-86305-63-4
Área (s) / Assunto (s) Ensino de História / Didática / Formação de Professores / Psicologia da Educação / Pesquisa em Escola / Currículo
Edição / Ano 1 ª / 2008
Nº de Páginas 280
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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