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A TELEVISÃO NA ESCOLA... AFINAL, QUE PEDAGOGIA É ESTA?

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Tania Maria Esperon Porto


A autora apresenta dados de pesquisa e discussão teórica sobre o uso da televisão na escola numa sociedade capitalista.
Parte da detecção do desinteresse generalizado de alunos e professores pela escola.
Os alunos investigados cursavam a 5ª série do ensino fundamental, estando envolvidos na pesquisa desde o diagnóstico, passando pelas opções, possibilitando intervenção educativa fecunda com aprendizagens significativas.


 


 




 


 


Apresentação: 

"Educa... quem aprende a perder... Educar é perder as batalhas do imediato.
Menos a do amor. É perder porque em qualquer sistema, o verdadeiro
educador estará ameaçando algo, até mesmo tudo em que acredita.
O verdadeiro educador é o que acompanha as mutações da vida,
dos tempos, dos comportamentos.
É quem logo vê o abismo de imperfeições implícito no próprio
ato de educar. Sabe que educar é educar-se a cada dia".
Artur da Távola

Buscava palavras sábias, sensíveis e belas que me orientassem nesta prazerosa tarefa, de prefaciar este livro, com que me distinguiu a professora e pesquisadora. Encontrei-as em Editorial de Artur da Távola1, aqui postas em epígrafe, e que me serviram de guia.

"Educar é perder as batalhas do imediato. Menos a do Amor".

Que batalhas travava a professora Tania ao realizar o trabalho com cuja publicação agora nos presenteia? Uma batalha com a Educação Escolar, situada na 5ª série do Ensino Fundamental, onde atuava em duas frentes, simultaneamente: junto a professores e junto a alunos.
Moviam-na indagações sobre:
• dificuldades de aprendizagem (e de ensino), na passagem do Ensino Fundamental 1 (1ª a 4ª série) para o ensino Fundamental 2 (5ª a 8ª série);
• relações entre ensino e pesquisa;
• possibilidades da Pedagogia da Comunicação.
Tania empenhou-se, juntamente com os professores, em captar dificuldades vividas por eles e pelos alunos do intervalo escolar focalizado; tanto aquelas indicadas pela literatura educacional, quanto as existentes na escola que escolheu para realizar sua pesquisa.

"Educador é o que acompanha as mutações da vida, dos tempos, dos comportamentos".

Situada nessas dificuldades surgiu a proposta de pesquisa em ensino (e, simultaneamente de docência), a ser realizada em parceria com os professores e que:
a) possibilitasse um melhor conhecimento das características da população discente desta faixa de escolaridade;
b) possibilitasse uma intervenção educativa prazerosa e fecunda neste ponto do processo escolar, com repercussões na formação do aluno, na formação continuada do professor, nas pessoas de ambos, na organização da escola.
Sensibilizados pela proposta, os professores caminharam juntos com a pesquisadora na investigação da vida do aluno, no âmbito de experiências escolares, e para além da escola, período em que constataram a marcante presença da TV no universo discente, como já apontado em pesquisas de outros grupos.

"O verdadeiro educador... sabe que educar é educar-se a cada dia".

Entusiasmados, aderiram inicialmente à proposta de pesquisa em ensino, abriram a intimidade de suas salas de aula à pesquisadora, para, em seguida, subtraírem-se da parceria como pesquisadoras. Colocaram-se como suporte dela junto aos alunos, e finalmente se ausentaram das aulas que configuravam situações de ensino/pesquisa, delegando a docência à pesquisadora.
Tania perdera as professoras.

"Educar é perder as batalhas do imediato, menos a do amor".

Refletiu então sobre as razões. Encontrou algumas que lhe permitiram perceber possibilidades e limites pessoais, e os postos pela organização escolar. Sobre outras indaga e reflete ainda hoje, em seus trabalhos de pesquisa colaborativa, na formação continuada de professores. Tania não perdeu a batalha do amor.
Dessa situação extraiu a oportunidade de preparar os alunos de uma 5ª série para apresetnarem trabalhos em uma Feira de Cultura da escola, da qual estavam excluídos, pela avaliação institucional negativa que lhes fora atribuída.
Adotando a Pedagogia da Comunicação para a realização do ensino/pesquisa, apostou na capacidade de aprendizagem do ser humano, partiu, no seu percurso didático, das questões de vida desses alunos, constatadas na fase inicial da pesquisa. Explorou uma novela de TV da preferência deles, pelo ângulo de suas questões pessoais, servindo-se, para tanto, também de outras mídias, como a impressa, e a humana, a mais antiga delas, ao propor aos alunos atividades tais como realização de entrevistas, monitoria de exposição, etc. Levou-os assim a lidarem com suas realidades, e produzirem trabalhos dignos de serem apresentados na Feira de Cultura, o que propiciou o início de uma edificação construtiva de suas auto-imagens e auto-estima, anteriormentedelapitadas pela avaliação escolar negativa sobre suas competências para participarem do evento que expunha a escola, e portanto a eles, à comunidade.

"Educador é quem logo vê o abismo de imperfeições implícito no próprio ato de educar".

Este livro nasce num momento muito oportuno da educação brasileira, em que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) assumem a necessidade de "contextualização" do ensino escolar (contra a formalização estéril), propõem a "interdisciplinariedade" como postura epistemológica frente ao conhecimento, e a "transversalidade" como postura didática frente à nova prática educacional.
Sua leitura é um convite à reflexão sobre QUEM EDUCA e QUEM SE EDUCA para se atingir/alcançar o COMO SE EDUCA. Transitando por diferentes campos de conhecimento (História, Português, Artes), investigando e considerando diferentes universos existenciais (do aluno, de sua família, do professor), e situando-se na sociedade tecnológica, a professora/pesquisadora Tania nos conduz pela mão às assertivas de da Távola:

"Educa quem... for capaz de fundir ontens, hojes e amanhãs, transformando-os num presente onde amor, senso de justiça e livre-arbítrio sejam as bases. Educa quem... (for)... capaz de dotar os seres dos elementos de interpretação dos vários "presentes" que lhe surgirão, repletos de "passados" em seus "futuros".

Tania com sua obra, nos conduz pela mão ao "educar-se a cada dia".
Caminhemos com ela.
 


São Paulo, 28/2/00
Heloísa Dupas Penteado




 


 



capa

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Detalhes

SUMÁRIO

  • Prefácio Heloísa Dupas Penteado
  • Introdução 
  • 1. Os encaminhamentos metodológicos 
  • 2. A teoria pedagógico-comunicacional 
  • 3. A mídia televisiva, o adolescente e a escola pública 
  • 3.1. A TV na sociedade capitalista 
  • 3.2. O adolescente e a TV 
  • 3.3. Uma visão da escola pública no ensino fundamental 
  • 3.4. A escola pesquisada - caracterização 
  • 3.5. As 5ªs séries e a turma escolhida 
  • 3.5.1. Os jovensda 5ª série ´B´ e a TV 
  • 3.5.2. Os jovens da 5ª série ´B´ e a telenovela 
  • 4. A pedagogia da comunicação - uma experiência 
  • Etapa 1 - Levantamento de dados sobre a realidade da escola 
  • Etapa 2 - Leituras de telenovela (ou de outra mídia, dependendo do interesse coletivo) 
  • Etapa 3 - Levantamento de temas geradores 
  • Etapa 4 - Preparação do professor-pesquisador 
  • Etapa 5 - Estudo analítico dos temas 
  • Etapa 6 - Preparação dos trabalhos finais 
  • Etapa 7 - Exposição dos trabalhos
  • 5. Considerações finais 
  • Bibliografia

 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Tania Maria Esperon Porto
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 85-86305-07-3
Área (s) / Assunto (s) Uso de materiais e equipamentos audiovisuais, Pesquisa em escolas, pedagogia televisiva, Didática.
Edição / Ano 1ª / 2000
Nº de Páginas 160
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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