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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: contribuições de uma leitura piagetiana

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Cilene R. de Sá Leite Chakur 


É obra que apresenta resultados e reflexões de estudos abordando o desenvolvimento de professores focalizando três esferas de seu trabalho: a da prática pedagógica, a da identidade profissional e a da autonomia docente com perspectiva teórica diferenciada face ao que encontramos na bibliografia disponível.
Os estudos, além de teorizações sobre o tema, trazem, contribuições de natureza metodológica por meio da construção de instrumento de investigação muito original para a obtenção das informações.


 






 


Apresentação: 

Desde 1987, vimos integrando um grupo de pesquisa responsável pelo desenvolvimento de projetos do Núcleo de Ensino de Araraquara, entidade vinculada à Universidade Estadual Paulista (UNESP). Durante esse tempo, coordenamos, por quatro anos consecutivos, três projetos subvencionados pela FUNDUNESP, envolvendo de 18 a 35 professores do Ensino Fundamental Público, além de colegas docentes da Faculdade de Ciências e Letras da UNESP de Araraquara (Cf. Chakur, 1990, 1991 e 1993). Foi justamente essa experiência que nos levou a formular algumas hipóteses acerca do desenvolvimento profissional docente, que pretendemos explorar de maneira mais sistematizada no presente trabalho.
A oportunidade de convivência semanal com os participantes do Núcleo de Ensino permitiu-nos seguir de perto certas mudanças processadas entre, pelo menos, 21 dos 35 professores de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental que participaram do último Projeto que coordenamos (1992-1993). Tais mudanças, segundo pensávamos, sinalizavam etapas no desenvolvimento profissional dos professores participantes, correspondentes a três momentos que conseguimos perceber na consecução dos trabalhos até então.
Num primeiro momento, de diagnóstico, pudemos constatar, entre outras coisas, que os professores não possuíam repertório para lidar com a mudança, continuando a perpetuar práticas tradicionais de ensino. Eram constantes as atitudes de conformismo, a desmotivação e a "choradeira" (queixas e lamúrias quanto às condições de trabalho, do ensino, da escola, etc.), assim como os desvios de função, com evidentes falhas na identidade profissional (fazer as vezes de "babá", "mãe", "servente" ou "merendeira", por exemplo).
O segundo momento pode ser caracterizado como de sensibilização à mudança, em que parece ter ocorrido um "despertar sem freios" na busca de mudanças. Os professores lançaram-se à pesquisa e experimentação mais ou menos "cegas" de alternativas ao modelo tradicional de ensino, à autocrítica sincera do próprio trabalho (com o conseqüente afloramento de ansiedades e culpas) e à intensificação na socialização de dificuldades e experiências).
O terceiro momento parece corresponder à construção da autonomia e da identidade profissional dos professores. Algumas realizações e produtos obtidos, de responsabilidade dos próprios professores, podem ser tomados como indicadores desta etapa: a organização de bancos de registro de aulas ou experiências didáticas e de bancos de textos por área curricular; a formulação e/ou implementação de propostas de distribuição seqüencial de conteúdos curriculares; a confecção ou produção de recursos didáticos ou metodológicos em geral (manuais didáticos, apostilas de orientação e apoio ao professor, videotapes, etc.); a elaboração de artigos e comunicações para divulgação dos trabalhos; e muitas coisas mais.
Segundo pudemos observar, os avanços manifestaram-se, particularmente, em três esferas distintas do trabalho do professor: as da prática pedagógica, da identidade profissional e da autonomia docente. Pelas atividades realizadas semanalmente, pelos resultados e produtos obtidos e/ou implementados em sala de aula, pelas mudanças de atitude apresentadas pelos participantes, foi possível observar entre os professores, por exemplo, a quebra de resistência ao novo, com a experimentação e avaliação de alternativas de ensino, a mobilização para a ação e a crescente tomada de consciência do papel profissional e responsabilidade pela própria atuação.
Progressos desses tipos é que nos fizeram refletir sobre a natureza do processo de desenvolvimento profissional docente e sobre suas condições e fatores, e a propor, em algumas ocasiões (Cf. Chakur, 1995b, 1995c e 1996a), uma hierarquia de níveis de construção da profissionalidade docente. Mas esta era uma proposta que ainda se apresentava como uma hipótese que deveria ser desenvolvida e melhor sistematizada, sendo necessária a sua verificação em situações mais controladas.
Pensamos, portanto, que uma pesquisa especificamente voltada para a questão do desenvolvimento profissional do professor poderia servir não só para comprovar ou refutar as observações que realizamos de modo mais ou menos assistemático, como também para acrescentar novos dados aos que já conhecemos. Acreditávamos, igualmente, que benefícios metodológicos à área da educação fatalmente estariam implicados em nossa busca de um instrumento adequado de investigação. Mais importante, no entanto, é que a leitura que pretendíamos fazer desses dados – novos ou antigos -, apoiada na perspectiva piagetiana, poderia contribuir para estender o campo dessa teoria – que tem focalizado especialmente a conduta lógico-matemática de crianças e adolescentes – e também para inovar na abordagem ao tema da profissionalização docente.
O presente trabalho constitui-se, pois, nesta tentativa.




 



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Detalhes

SUMÁRIO

  • INTRODUÇÃO 
  • PRIMEIRA PARTE
  • Perspectivas teóricas no estudo do desenvolvimento profissional docente 
  • 1. Profissionalidade docente: identidade, autonomia e saberes 
  • 2. Estudos e interpretações das fases de desenvolvimento profissional docente 
  • 3. Para uma leitura piagetiana do desenvolvimento profissional do professor 
  • SEGUNDA PARTE
  • Níveis de construção da profissionalidade docente: dados de uma pesquisa piagetiana 
  • 1. O delineamento da pesquisa 
  • 2. Níveis de construção da prática pedagógica 
  • 3. Níveis de aquisição da autonomia profissional 
  • 4. Níveis de aquisição da identidade profissinoal 
  • 5. Alguns dados quantitativos
  • TERCEIRA PARTE 
  • Uma interpretação construtivista da profissionalidade docente 
  • 1. Da rigidez e automatismo à descristalização e flexiblilização da prática 
  • 2. Da heteronomia à autonomia e da negação ou deformação do conflito à sua integração 
  • 3. Da identidade fragmentada e omissa à identidade profissional responsável 
  • CONCLUSÕES 
  • 1. Retomando dados da pesquisa: níveis de construção e tendências evolutivas da profissionalidade docente 
  • 2. Contrapontos com outras interpretações teóricas 
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
  • ROTEIRO DE ENTREVISTA - 5ª A 8ª SÉRIES 

 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Cilene R. de Sá Leite Chakur
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 85-86305-09-X
Área (s) / Assunto (s) Formação de professores, Psicologia da educação, Desenvolvimento profissional, Metodologia de pesquisa.
Edição / Ano 1ª / 2001
Nº de Páginas 304
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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