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EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURAL NO BRASIL: ensaios e práticas

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Elie Ghanem & Marcos Garcia Neira - orgs.


 


Estudiosos de diferentes áreas apresentam suas contribuições e deixam suas marcas, em que compreensões variadas se encontram: crianças negras e relações raciais na Educação Infantil, práticas religiosas na escola entre professoras e crianças pequenas, judaísmo, indígenas de vários grupos e sua relação com a educação, currículo, práticas corporais no interior do Mato Grosso, bairros periféricos da cidade de São Paulo, são temáticas abordadas que resultam de pesquisas acadêmicas associadas a olhares sensíveis para as diversas condições sociais.


Esta edição recebeu apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES por meio do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica - PROCAD. 


 




 


 


Apresentação


Este livro é um dos resultados das ações realizadas pelo projeto“Docência e Diversidade Cultural na Amazônia: Rede de Pesquisa eFormação”, proposto pelo Programa de Mestrado em Educação daUniversidade Federal de Rondônia (Unir) e pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidadede São Paulo (USP), iniciativa apoiada pela Coordenação deAperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), mediante oPrograma Nacional de Cooperação Acadêmica (Procad).


Com duração de 2009 a 2013, o projeto incluiu missões de estudo,estadas de intercâmbio e estágios, assim como apoio à orientação depesquisadores de mestrado, participação em comissões julgadorasde dissertações, reuniões técnicas e seminários. Entre os eventosrealizados, dois seminários de pesquisa focalizaram o tema educação ediversidade cultural. O primeiro, ocorrido em 2011, deu origem ao livroEducação e diversidade cultural: desafios para os estudos da infânciae da formação docente, organizado pelas professoras Maria LetíciaBarros Pedroso Nascimento e Márcia Aparecida Gobbi, e publicadopela Junqueira&Marin Editores em 2012. O segundo seminário, em2013, frutificou esta coletânea.


Este livro está dividido em duas partes. A primeira delas é compostapor seis ensaios que analisam algumas facetas da diversidadecultural: as relações raciais em Educação Infantil; o individualismomoderno que atravessa também as escolas indígenas (opondo-seà noção de pessoa das populações originárias); a ausência assimcomo a necessidade de multiculturalismo na formação docente; asexpressões religiosas automatizadas em escolas laicas frequentadaspor estudantes fiéis a variadas religiões; as transformações daidentidade cultural amazônica; e, finalmente, a persistência e asmetamorfoses da ligação entre educação e diversidade nas tentativasde “explicar” o Brasil.


A segunda parte desta obra reúne cinco textos sobre práticaseducacionais centradas em grupos cuja posição social não épredominante ou está em reconhecida condição de desvantagem. Sãoexperiências realizadas em contextos culturalmente diversificados: doiscasos situam-se na cidade de São Paulo ‒ enquanto um deles trata deuma escola que acolheu judeus de esquerda em um bairro tradicional,o outro analisa a produção artística em um distrito periférico. Alémdessas experiências, são relatadas uma intervenção junto a umapopulação camponesa do Mato Grosso e uma atuação de indígenasbaniwa do alto rio Negro, no Amazonas. E, por fim, é apresentada umaintervenção com crianças negras em estabelecimentos educacionaisde Porto Alegre e arredores, no Rio Grande do Sul.


Apoiando-se na teoria das representações sociais, o ensaio de Carolinade Paula Teles Duarte faz sobressair a tensão entre o reconhecimentodas diferenças e ações de caráter universalista. Isso se materializana atuação de uma professora, de Educação Infantil, que visa incluira temática racial em sua prática profissional, tendo sido investigadasas concepções e representações que ela mobilizava. A pesquisarealizada concluiu que a educadora observada compatibilizava ambosos polos da tensão. O que há de particularmente importante nestesfatos é o quanto contrastam com a prática e o discurso referentes àsrelações raciais na Educação Infantil, costumeiramente minimizadas pela suposição de ausência de discriminações devido a pouca idade eincapacidade de discernimento das crianças.


A tensão entre universalismo e respeito a particularidades é manifestada também por Marcio Silva, cujo texto sobre educação escolar indígena aponta a distância dos debates sobre as práticas escolares em relação aos modos de definição da pessoa nas culturas indígenas. Para ele, oque as escolas têm feito é a crescente consagração de uma concepção de pessoa hegemônica no Ocidente moderno. Em vez de valorizarem a diversidade cultural, as escolas indígenas estariam comprometidas com a valorização de uma visão preponderante de indivíduo, portanto,com um projeto alheio, uma noção que separa abstratamente o indivíduo de seus nexos grupais e de seu sentido de ser parte de um todo. Em termos escolares, esse conceito moderno de indivíduo se expressa agudamente nas expectativas de desempenho e em seus correspondentes procedimentos de avaliação. Marcio Silva desafia ae ducação escolar indígena a explorar ativamente a tensão entre os 15 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURAL NO BRASIL ensaios e práticas JUNQUEIRA&MARIN EDITORES traços essenciais dessas diferentes culturas. Ao mesmo tempo, levanta dúvidas sobre a disposição do sistema nacional de educação para refletir com as escolas indígenas sobre esses aspectos da diversidade cultural.


Um desafio desta natureza se coloca da mesma maneira à formação do pessoal escolar, e isto pode ser aquilatado na apreciação que Carmen Tereza Velanga e Marcos Garcia Neira fazem do currículo do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Rondônia,única oferta pública de educação superior do Estado de Rondônia.Ressaltam o caráter multicultural da Amazônia rondoniense,incrementado por fluxos migratórios decorrentes dos ciclos econômicos da borracha, da madeira, do ouro e pelas ações colonizadoras promovidas pelos governos militares. Aos migrantes originários de muitos Estados brasileiros, os haitianos vieram somar-se recentemente. No entanto, frente a esta grande variedade social e cultural, suas temáticas são descontextualizadas ou não estão contempladas pelo curso que forma docentes de educação básica. Em consequência, referenciais dominantes são aceitos passivamente como os únicos possíveis. Isso ocorre não obstante as Diretrizes Curriculares Nacionais determinarem que sejam considerados, entre outras coisas, os princípios constitucionais e a diversidade sociocultural e regional do país.


A religiosidade do povo brasileiro e especificamente a de docentes é problematizada por Gabriela Abuhab Valente, que se debruça sobre o fato de a religião atravessar a escola, colocando em pauta o respeito à diversidade religiosa. Os aspectos ressaltados se referem à influência do clima escolar na socialização religiosa das crianças.Diante disto, o texto leva em consideração que a cultura religiosa é vivida desde o início da vida, mas é dinâmica, e o intercâmbio de elementos de diversas culturas religiosas permite ao indivíduo reinventar sua religião, agregando conceitos e práticas. Ao mesmo tempo, verifica-se um enriquecimento cultural quando o mercado de religiões se diversifica, constituindo diferentes espaços socializadores que, além das instituições religiosas, abarcam a família, o currículo prescrito para a disciplina ensino religioso, o contexto cultural da escola e a cultura de docentes e demais funcionários. Nesse panorama, o caráter laico da escola submerge na realidade de um país multirreligioso.


As relações interculturais são afetadas, ainda, por grandes projetos oficiais, tais como os do Programa de Integração Nacional, por meio do qual ocorreu a colonização e ocupação econômica da Amazônia a partir de 1970. Vistoriando a mutação dos traços decapitais de três Estados da Região Norte, quais sejam: Belém,Manaus e Porto Velho, Antônio Carlos Maciel se pergunta se este processo é o início de uma nova identidade para a Amazônia ou a suplantação da diversidade tradicional da região. Ele compara o impacto cultural da ocupação econômica recente daquela área em contraposição à sua crise econômica nos 50 anos precedentes, em que persistiu uma cultura cabocla tradicional, vista como síntese de índios, portugueses e cearenses. Sobre esta, a cultura caipira estaria passando a exercer hegemonia. Esse contraste é mostrado em suas expressões artísticas, especialmente na música e na lírica,com diferentes resultados para as três capitais, tendendo Belém e Manaus a afirmarem e renovarem tradições caboclas, enquanto Porto Velho, em meio ao embate, tende a modificar radicalmente essa identidade original.


No último ensaio, a ligação entre diversidade e educação é tratada por Daniele P. Kowalewski como um fenômeno global da atualidade,contando com peculiaridades locais, e também como uma ligação que seria recorrente há muito tempo nas muitas tentativas de caracterizar o Brasil. Sua análise se assenta no exame de variados documentos que, em épocas distintas, apontaram a diversidade como atributo que singulariza o país e recomendaram que o ensino escolar se dedicasse à transmissão de uma cultura nacional assim considerada. As obras examinadas foram classificadas segundo as formas de explicar o Brasil, sendo repartidas entre as que fazem “descrição enunciativa de um saber” (identificamo país por sua diversidade) e as que constituem “prescrição educacional” (diretrizes estatais para a formação de profissionais da educação). No conjunto, foi revelada a permanência de saberes considerados necessários às futuras gerações. Esses saberes, por sua vez, encontram-se acompanhados de disputas em torno dos significados tanto da diversidade quanto de sua importância na educação brasileira. Nessas disputas, se sobressai particularmente a mestiçagem, vista com temeridade ou com empolgação para efeito de configurar uma civilização que viesse a ser considerada caracteristicamente brasileira.


Na segunda parte do livro, o texto de Natália Frizzo de Almeida tratada diversidade como um propósito do projeto do Ginásio Israelita Brasileiro Scholem Aleichem. Entre 1949 e 1981, a instituição difundiu ideais antifascistas e contou com práticas inovadoras, com destaque para as artísticas, que, ao mesmo tempo, cumpriam a missão de dar continuidade a tradições ao lidar com as novas gerações. A pesquisa buscou articular elementos que permitissem entender algumas daquelas práticas. A escola examinada se mostrou parte de um projeto que combinou a participação de uma parcela da comunidade judaica na cultura brasileira com a afirmação de seu patrimônio, particularmente pelo uso e ensino da língua iídiche. Segundo a pesquisadora, essa combinação foi conseguida por uma interpretação laica da cultura judaica, que também levou ao não isolamento daquela parcela do restante de sua própria comunidade. Nas palavras de José Sendacz,um de seus líderes, tratava-se de “entrelaçar judaísmo e brasilidade na formação juvenil”.


Atentas ao que acontece na periferia da Zona Leste da capital paulista,Rose Satiko Gitirama Hikiji e Carolina Caffé mapearam artistas, obras e espaços culturais do maior conjunto habitacional popular da América Latina, situado no distrito Cidade Tiradentes. Ao identificar 200 grupos, buscaram elucidar como a arte participa e dialoga com os processos de transformação do território. As linguagens abordadas incluíram música, dança, audiovisual, artes plásticas, literatura e teatro em uma pesquisa que, assim como seu objeto, constituiu-se em sofisticado modo de educação informal. Pretendendo fortalecera cidadania dos moradores da região, revelaram e potenciaram seus saberes, fazeres e poéticas. Nesta perspectiva, ampliaram a visão dos agentes locais sobre suas práticas, fazendo com que os habitantes do lugar conhecessem e valorizassem seus espaços. Ao mesmo tempo,promoveram a interlocução entre grupos e fomentaram a criação de redes. Tudo isso veio tocar nas representações que tanto as pessoas de dentro quanto as de fora de Cidade Tiradentes fazem do distrito.


A pesquisa é um exemplo da prática de mapeamento por meio de gravação em vídeo, que possibilitou um tipo de coautoria ao produzir conhecimento com pessoas do lugar investigado, cujos produtos podem ser mais bem compartilhados com a população local do que relatórios escritos ou artigos. O projeto incluiu debates públicos sobre os vídeos, gerando uma reflexão compartilhada. Os resultados18 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURAL NO BRASIL JUNQUEIRA&MARIN EDITORES ensaios e práticas indicam que as expressões artísticas são formas de conhecimento sobre a realidade local e, sendo formas de aprendizado, são também educação. Mas nem na chave “educação” nem na chave “cultura” estas expressões encontram adequada acolhida nos equipamentos públicos existentes, sejam escolas ou Centros Educacionais Unificados (CEUs),apesar de estes contarem também com salas de teatro.


Na intenção de compreender como se produz o racismo e de abordar como a negritude vem sendo construída, Leni Vieira Dornelles investigou as representações das crianças de áreas pobres de Porto Alegre, por meio da valorização do registro e análise de suas falas.Foram observadas várias atividades nos anos escolares iniciais,incluídas brincadeiras com bonecos negros, em relação aos quais as atitudes das crianças oscilaram entre a negatividade e a positividade.O interesse recaiu sobre a construção da subjetividade negra e em como corpos infantis são produzidos como negros. É o que a levou a discutir uma cultura infantil da qual fazem parte brinquedos, revistas,materiais escolares, roupas, enfeites, filmes, desenhos, canções,festas e danças. Uma cultura em que a maioria tem por referência positiva a imagem de pessoas brancas e, quando estão presentes personagens negros, estes desempenham papéis desvalorizados e marginais. A pesquisa chama a atenção para aspectos que são igualmente importantes para a prática educacional, uma vez que as crianças se julgam, controlam-se, transformam-se, veem-se e se descrevem tendo uma imagem positiva ou negativa de si, contando com a contribuição ativa de quem educa. Isso envolve o respeito ao direito cultural da criança negra como desafio do convívio social entre diferentes que se afirmam sem que as pessoas inferiorizem as demais.


Outra experiência educacional de questionamento das formas recorrentes de constituição de identidades é exposta por Jorge Eto e Marcos Garcia Neira. Eles veem a influência das propostas convencionais de educação física em tal constituição, ressaltando que as práticas corporais envolvidas disseminam os códigos e significados dos grupos sociais hegemônicos. O que chamam de experiência curricular alternativa teve lugar em uma escola rural da comunidade Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento (MT). Seus proponentes mapearam as práticas corporais presentes na comunidade e elegeram uma dança local, o lambadão, como tema de estudo. O enfoque tomou 19 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURALNO BRASIL ensaios e práticas JUNQUEIRA&MARIN EDITORES como inspiração teórica o multiculturalismo crítico, questionando o sentido erotizante que elites regionais atribuíam ao lambadão. A experiência se orientou para a valorização dos elementos da cultura corporal da comunidade.


O mesmo sentido de reconhecimento de traços culturais próprios de comunidades se encontra no texto de Diana de Paula Pellegrini sobre educação escolar indígena diferenciada. Sua pesquisa focaliza práticas dedicadas a compatibilizar a escola com os interesses indígenas, em especial, as aspirações de futuro comunitárias. O caso estudado é o de uma comunidade baniwa (aruak) do rio Içana, afluente do altorio Negro, no Noroeste do Amazonas, em que se elaborou o projeto político-pedagógico da escola com métodos de consulta. A investigação centrou-se nos saberes eleitos para aprendizagem. Além de organizar contribuições da literatura sobre mudança e inovação educacionais,examina a possível convergência entre os “projetos de futuro” e os saberes eleitos para aprendizagem. Ainda que admita de partida que as aspirações comunitárias também poderiam ser idealizadas,desconhecidas ou confrontadas pela escola, os resultados preliminares apontaram para a confirmação daquela convergência.


Em síntese, é possível dizer que o conjunto dos trabalhos coincide como aumento da importância atribuída ao tema da diversidade cultural.Cada vez mais incorporado aos debates públicos em escala mundial,o convívio com o outro assumiu contornos dramáticos em varia dos países, seja em razão da aspiração pela expressão de diferenças no espaço público, seja em decorrência de discriminações, que se refletem na formulação e implementação de políticas públicas. Estas estão desafiadas a combater o preconceito e a acolher a afirmação das diferenças para assegurar igualdade.


Remetendo a aspectos étnicos, raciais, linguísticos, de nacionalidade, religiosos ou culturais, nos tempos atuais, a diversidade é uma característica indiscutível da sociedade em que vivemos. Aqueles posicionados em situações desvantajosas têm demandado o reconhecimento de sua especificidade,enfatizando sua história, tradições, língua ou qualidades morais. Afinal, pertencer a determinados grupos pode significar sofrer injustiças, racismo e discriminação, gerando resistência e autodefesa. Nesse sentido, a diversidade adquiriu crescente 20 EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURALNO BRASIL JUNQUEIRA&MARIN EDITORES ensaios e práticas conotação positiva, mobilizando esforços para ser assegurada,valorizada e promovida.


Não se pode esquecer que o Brasil é apontado como o país de maior biodiversidade e um dos que apresentam grande sociodiversidade,ultrapassando a marca de 300 povos. Desgarrando-se de sua origem colonial, a nação sempre foi identificada pela diversidade étnica de sua composição, apesar das tentativas de homogeneizá-la. Entre as resistências mais efetivas, destacam-se o crescimento demográfico dos povos indígenas detectado há poucas décadas, acompanhado de sua expressiva atuação política e do incremento das ações contestadoras das populações afrodescendentes, vindo a reconfigurar a identidade nacional. A estas duas grandes vertentes se somaram as lutas das mulheres, de homossexuais, de pessoas idosas, de deficientes e tantas outras que relacionam reivindicação identitária à igualdade social e política. As dimensões culturais desses processos se expõem cada vez mais e estimulam a investigação sistemática para compreendê-las,assim como surpreendem e desconsertam as práticas educacionais recorrentes, perturbando a ordem regular de nosso aparato escolar.


Tais exigências colocadas para o pensamento e a ação só podem serenfrentadas por uma multiplicidade de iniciativas. Este livro está entre elas. Embora abarque um pequeno número de aspectos da realidade e da problemática priorizada, testemunha o empenho de nossas universidades em aliar-se no enfrentamento das relações entre educação e diversidade cultural, tema que se torna mais vívido a cada dia.


 


Elie Ghanem e Marcos Garcia Neira


 São Paulo, janeiro de 2014.

CAPA

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Detalhes

SUMÁRIO

  • Prefácio
  • Apresentação
  • I – Ensaios
  • Problematizando a inclusão da temática racial naEducação Infantil: entre ações universalistas e dereconhecimento às diferenças Carolina de Paula Teles Duarte
  • Escolas indígenas e individualismo moderno Marcio Silva
  • Para descolonizar o currículo de Pedagogia da Universidade Federal de Rondônia Carmen Tereza Velanga e Marcos Garcia Neira
  • Pluralidade religiosa e religião no ambienteescolar Gabriela Abuhab Valente
  • Identidade e diversidade na formação culturalda Amazônia: estudo comparativo entre Belém, Manaus e Porto Velho Antônio Carlos Maciel
  • Diversidades na educação brasileira: permanências não lineares entre seus enunciados Daniele P. Kowalewski
  • II – Práticas
  • A diversidade no Ginásio Israelita BrasileiroScholem Aleichem como um projeto políticocultural Natália Frizzo de Almeida
  • Lá do leste – as artes nas bordas da cidade Rose Satiko Gitirana Hikiji e Carolina Caffé
  • Sobre raça, racismo, negritude e beleza: o que ascrianças têm a dizer sobre esse tema? Leni Vieira Dornelles
  • Educação Física na Educação do Campo: possibilidadesde um currículo multicultural numa escolade assentamento Jorge Eto e Marcos Garcia Neira
  • Saberes escolares e comunidade indígena: inovação educacional entre os Baniwa do alto rio Negro Diana de Paula Pellegrini
  • Sobre os autores

 

 

 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Elie Ghanem & Marcos Garcia Neira - orgs.
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 978-85-8203-045-5
Área (s) / Assunto (s) Formação de Professores; Diversidade Cultural; Sociologia da Educação; Antropologia da Infância; História da Infância; Currículo; Cultura; Educação Infantil.
Edição / Ano 1ª / 2014
Nº de Páginas 272
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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