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EDUCAR NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

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Disponibilidade: Esgotado

R$31,00

Descrição Rápida

Juan Carlos Tedesco


Juan Carlos Tedesco enfatiza a necessidade dos pactos para que se retome a articulação necessária entre a sociedade e escola. O conhecimento está e estará cada vez mais presente na sociedade, em todos os lugares e por todos os ambientes. Ele nos diz que a escola continua sendo o lugar privilegiado do conhecimento, mas ela já deixou de ser há muito tempo o seu lugar exclusivo. Para que a escola continue sendo um lugar de destaque em termos do saber assimilado pelo aluno para que ele seja um cidadão ativo, ela precisa se organizar em bases tais que possibilitem ao aluno conhecer o conhecimento. Essa tarefa, segundo o autor, não é possível de ser realizada somente pela escola; é tarefa de todos os que pensam e querem uma sociedade reflexiva, na qual o conhecimento seja uma fonte de vida melhor para todos.


Título original: 
"Educar el la Sociedad del Conocimiento"

Tradução:
Elaine Cristina Rinaldi
Jaqueline Emanuela Christensen
Maria Alice Moreira Silva

Revisão e Coordenação da Tradução:
Edson do Carmo Inforsato


 




 


Prefácio

Juan Carlos Tedesco é um incansável tematizador da educação contemporânea. Sua atuação extensa como membro da UNESCO e sua argúcia sociológica lhe deram farta bagagem para discorrer sobre a complexidade desse processo humano em tempos de globalização. Sua argumentação centraliza–se, sempre, nas relações entre sociedade e educação. Este livro que ora traduzimos para o português, "Educar na Sociedade do Conhecimento" reafirma esta recorrência fértil do autor. Agora ele põe sua lupa analítica no conhecimento como o elemento de destaque na sociedade e acompanha os efeitos notáveis que este provoca na sua "dinâmica interna". Observa a ingenuidade dos discursos que previam um mundo que com a supremacia do conhecimento poderia atualizar sempre com maior força os ideais democráticos. Por isso, vai aos fatos para mostrar o aumento da desigualdade que os usos intensivos do conhecimento trouxeram para a maioria dos paises do mundo, particularmente para aqueles cuja modernidade ainda está por ser consolidada. Seu ponto de vista é o de que as distribuições dos benefícios desta tônica sobre o conhecimento não se fazem de maneira espontânea e nem tampouco pela maneira estritamente convencional pela qual a sociedade moderna estabeleceu seus processos de funcionamento. Segundo Tedesco, o simples incremento da tecnologia nos processos produtivos e nas comunicações, sem uma contrapartida de pactos sociais que tenham a preocupação inclusiva, cada vez mais aumentará a desordem e o caos social. Uma das instituições que, por sua natureza, concentra um potencial enorme de se realizar pactos é a escola. Local de socialização ainda obrigatória e importantíssima na formação da cidadania, ela necessita de uma atualização que, malgrado as resistências, já foi deflagrada em muitos dos sistemas educacionais mundiais. Tedesco faz uma abordagem dessas reformas atualizadoras e, conhecedor profundo delas, aponta os seus pontos de embaraço e ainda as suas possibilidades. Mostra–nos que as medidas descentralizadoras das gestões dos sistemas escolares nem sempre favorecem a autonomia, uma vez que para exercê-la há a necessidade de existirem outras condições culturais e de mentalidade entre os atores envolvidos na escolaridade. Da mesma forma, a flexibilidade que as unidades escolares deveriam ter para dar respostas à agilidade e às demandas ocasionadas pela ostensividade do conhecimento, ainda está muito longe de acontecer. Esses entraves mostram que as reformas educacionais não acontecem sem um esforço de mobilização que esta empreitada requer, e as dificuldades permanecem porque o agente mobilizador, que deveria ser o Estado, já não reúne forças e credibilidade para esse propósito. 
Tedesco enfatiza a necessidade dos pactos para que se retome a articulação necessária entre a sociedade e escola. O conhecimento está e estará cada vez mais presente na sociedade, em todos os lugares e por todos os ambientes. Ele nos diz que a escola continua sendo o lugar privilegiado do conhecimento, mas ela já deixou de ser há muito tempo o seu lugar exclusivo. Para que a escola continue sendo um lugar de destaque em termos do saber assimilado pelo aluno para que ele seja um cidadão ativo, ela precisa se organizar em bases tais que possibilitem ao aluno conhecer o conhecimento. Essa tarefa, segundo o autor, não é possível de ser realizada somente pela escola; é tarefa de todos os que pensam e querem uma sociedade reflexiva, na qual o conhecimento seja uma fonte de vida melhor para todos.

Edson do Carmo Inforsato




 



capa

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Detalhes

SUMÁRIO

  • PREFÁCIO Edson do Carmos Inforsato
  • Introdução
  • 1. Conhecimento e sociedade
  • O aumento da desigualdade
  • O aumento da homogeneidade
  • A ideologia da desigualdade
  • A crise do Estado-Nação
  • A desintermediação
  • As transformações culturais
  • Mudanças na família
  • A evolução do individualismo
  • As novas tecnologias
  • Coesão social e conhecimento: a natureza reflexiva da modernidade
  • 2. Sociedade do conhecimento e educação
  • Educação e mobilidade social
  • Educação e socialização
  • 3. Universidade e sociedade do conhecimento
  • Introdução
  • O acesso ao conhecimento
  • As relações entre universidade e sociedade: o tema da autonomia
  • A universidade e o Estado
  • Universidade e o setor produtivo
  • 4. Desafios da reformas educativas na América Latina
  • Introdução e Resumo
  • Eqüidade e educação
  • A seqüência da transformação educativa
  • Articulação escola-sociedade
  • Conclusão final
  • Bibliografia

 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Juan Carlos Tedesco
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 85-86305-33-2
Área (s) / Assunto (s) Filosofia da educação, Sociologia da educação, Formação de educadores.
Edição / Ano 1ª / 2006
Nº de Páginas 92
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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