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EMOÇÕES, SENTIMENTOS E AFETOS [uma reflexão sócio-histórica]

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Ivanise Leite


O livro é resultado de reflexões sobre os vínculos estabelecidos pela autora entre as esferas cognitiva e afetivo-emocional.
Tema pouco tratado na Psicologia atual, focalizado sob a perspectiva da Psicologia Sócio-Histórica, o livro traz importante contribuição para a compreensão da questão da atividade, categoria fundamental para a constituição do psiquismo humano.
Trata-se de texto fundamental para todos os interessados nas Ciências Humanas, em especial para aqueles da área de Psicologia e em fundamentos para a atividade educativa.


 




 


PREFÁCIO


 
Emoções, Sentimentos e Afetos são velhos temas, estudados nos primórdios da Psicologia e, abandonados durante décadas, surgem como um novo desafio a ser desvendado.
Há alguns anos Klaus Scherer (1983) realizou uma série de pesquisas interculturais sobre os antecedentes e as conseqüências de reações emocionais em diferentes sociedades. O trabalho contou com a colaboração de muitos pesquisadores, que continuaram seus estudos sobre as emoções, tornando0as temáticas priorizadas, principalmente por psicólogos da Europa e da América Latina.
Em 1997, em Tilburg, Holanda, foi realizada a I Conferência Internacional sobre "A expressão (ou não) das Emoções na Saúde e Doença" com a participação de psicólogos de vários países, inclusive do Brasil.
O Núcleo de Pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo vem estudando as mediações na formação das categorias fundamentais do psiquismo humano, demonstrando que as emoções juntamente com a linguagem, o pensamento e os grupos sociais, são responsáveis pela formação dos valores éticos e estéticos, assim como, quando reprimidas, podem desencadear doenças fisiológicas, além das psicológicas.
A publicação das obras de Vigotsky também revelou a sua preocupação com esta questão, além do que já sabíamos através da Psicologia da Arte (1972). Daí a definição de uma linha Sócio-Histórica de pesquisas.
Não podemos, porém, esquecer a contribuição de Leontiev na definição das categorias fundamentais do psiquismo humano; Vigotsky já abrira o caminho para a constatação da Consciência, mas era preciso estudar a fundo a Atividade, categoria difícil de dimensionar como um conjunto de ações e de operações.
A velha motivação parecia ser a mediação necessária para desencadear ações, operações constituidoras da Atividade; no entanto, as pesquisas têm demonstrado a existência de emoções e/ou afetos responsáveis por sua formação, assim como as demais categorias Consciência, Afetividade e Identidade.
O trabalho de Ivanise Leite é uma contribuição importante para a construção de uma Ciência Psicológica. Retoma a questão da Atividade, sem dúvida, a categoria fundamental para a constituição do psiquismo humano – "o ser humano ao transformar a natureza, se transforma" (Marx) – e nela delimita o papel exercido pelas emoções, os sentimentos e os afetos.
É pensando em que fazemos, assim como pensamos em que fizemos, que desta forma, vamos constituindo a nossa Consciência; ela porém é também emoção, pois aquilo que aprendemos vem com julgamentos de valores – isto é bom, aquilo é bonito, que coisa horrível!
Não há um momento sem que o nosso pensamento associe-se aos valores e sentimentos nele incluídos desde os nossos primeiros dias de vida.
A filogenia das emoções, conforme foi descrita por Darwin, apresenta-se a nós, seres humanos, como produtos filogenéticos e também ontogenéticos, através da mediação consciente ou inconsciente das emoções. Daí a necessidade de nomeá-las – conjugando a emoção com a linguagem – ou seja, quando sentimos algo é preciso denominá-lo, caso contrário, dizemos que sentimos algo difuso como uma ansiedade ou uma angústia...
Ivanise apresenta uma reflexão teórica sobre toda esta problemática e assim, contribui para os desafios de novas pesquisas, tão necessárias no contexto acadêmico.
Boa leitura! Soltem a imaginação criativa, e belas pesquisas!
Silvia T. Maurer Lane


APRESENTAÇÃO
Na travessia da vida muitas vezes percorremos um caminho que contém, antes que um ponto de chegada, um percurso. É neste caminhar que se entrelaçam várias experiências em que vozes entrecruzam-se, diversos olhares às vezes contraditórios, ás vezes ambíguos, aliam-se à nossa vida, dando-nos uma convicção de trabalho, de compromisso com a ciência, com o conhecimento adquirido e a adquirir.
Apropriando-se destes, o desvelamento da história – muitas vezes conduzindo-a, outras deixando-se conduzir por ele – e o encontro com os conteúdos da Psicologia Histórico-Cultural passaram a nortear nossos estudos centrados na concepção sócio-histórica de desenvolvimento e de configuração do psiquismo humano.
De todo modo, nossa caminhada é sempre o resultado de forças que se contrapõem progressivamente, de situações conflitivas específicas em que nós nos fortalecemos gradualmente no meio social através de apropriações, num dar-se constante que expressa o movimento histórico.
Nesse percurso, nosso aporte teórico de reflexão é, desde o doutorado, a teoria da atividade criada pelo eminente psicólogo soviético, da Escola de Troika, Alexei Nikolaievich Leontiev (1903-1979), especialmente aplicada à análise da consciência através de seus constitutivos: as significações sócio-históricas (que configuram a consciência social de um determinado momento histórico), e do sentido pessoal (que caracteriza a consciência individual do sujeito particular), duas faces do mesmo processo que, em sua unicidade, configuram o homem na sua integralidade.
Cada se particular constrói sua história no processo de vida singular, nas relações familiares e sociais. Na realidade da vida social é que a consciência se manifesta através de atividades que nos foram dominantes num determinado momento de nossas vidas; muitas vezes no conflito entre ações convergentes e/ou divergentes frente a uma determinada finalidade, é que pode ocorrer a aproximação da singularidade com a genericidade cujos valores aproximem, na prática, a referência ao coletivo, ao Nós.
Assim, a consciência e a atividade não constituem categorias ou unidades diferenciadas; são antes componentes do mesmo processo de vida, que têm como resultado o indivíduo em sua integralidade, particularidade de um sujeito concreto.
Essa relação foi contextualizada em 1992, ao alinharmos as histórias de vida de seis dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco, no período de 1962 a 1987.
É interessante perceber o paradoxo entre o aliviado término de uma etapa da pesquisa, e a ansiosa e sufocada retomada da etapa seguinte. Ao atuar-se no passado, tece-se um destino, origem deste trabalho. Ele é fruto de um passado vivido, refletido, que foi se instituindo na produção do universo científico com momentos de recusa e de esperança, de busca e de recuo, de encontros e desencontros, de certezas e incertezas, que são muitas, de contradições, e de confrontos, mas de busca incessante.
Também é interessante perceber que a fundação da memória é o conhecimento do passado, que se organiza com o tempo, localiza e antecede o presente, tornando-se o próprio presente. É, sobretudo, importante reconhecer que este trabalho é produto de algumas constatações e dificuldades, ao configurarmos consciências sindicais, quando referidas à esfera motivacional afetiva; é, também, construção de percurso ao edificarmos o objetivo na busca de caracterizar as relações na esfera motivacional afetiva sob a teoria da atividade.
De todo modo, a construção do conhecimento teórico não ocorre de forma imediata, mas num processo de múltiplas aproximações frente ao objeto de estudo, levando-nos à reflexão metodológica que nos conduz, deforma inevitável, à sedimentação de seus fundamentos epistemológicos e valorativos, nossa opção pelo materialismo histórico e dialético.
Neste percurso de produzir/reproduzir/construir, incorporamos a perspectiva helleriana (1977), ao fazer a distinção entre o ser em-si, entendido como o ser particular que vive um cotidiano alienado, que pode tornar-se indivíduo emancipado/representativo na medida em que se encontra em relação consciente consigo mesmo, e com os valores éticos que expressam a essência humana para-si. Firmando nossa convicção de que a essência humana não é uma abstração inerente ao indivíduo singular, nas que, em realidade, consubstancia-se enquanto ser objetivo que fez e faz a história, podemos afirmar que o homem é aquilo em que pode se tornar no conjunto de suas relações sociais.
Não podemos esquecer que a reificação também é contraditória: coexistem a apatia e a inquietude e, portanto, a possibilidade do salto no qual os opostos se complementam. Na verdade, há pontos divergentes e convergentes no mesmo processo, que se expressam na unidade entre macro e micro, cujos pontos de interseção dialética são a relação entre subjetividade e objetividade, opacidade e transparência, monismo e pluralismo, autonomia e massificação, justiça e injustiça, consciência e inconsciência, passividade e atividade; oposições que nada mais sintetizam que o mesmo processo de vida.
Tal processo nos leva a considerar que a natureza das ciências sociais, enquanto práxis social, articula-se às dimensões filosófica, ética, estética e política da vida humana. Vida humana que hoje se caracteriza por um contexto de crise que nos leva a uma busca, a uma inquietação, a uma indagação, que incidem na produção do conhecimento.
Considerando que conhecimento é atividade, podemos transformar ou conformar a realidade. Nesse sentido, considerando que o processo de conhecimento é um acúmulo de verdades parciais, refutáveis, que permitem aproximações ao seu objeto em diferentes momentos históricos, é que se desvela que na Psicologia Soviética Marxista, pelo menos até o período de sua dissolução no início dos anos 90, o problema do vínculo do cognitivo e do afetivo, embora constitua um dos pressupostos básicos expressos nas obras da maioria de seus clássicos, não foi por ela suficientemente tratado, devido à ênfase dada à esfera cognitiva. Compreender a esfera afetiva é nossa meta principal.
E nesse descobrir e chegar, evidenciamos que há um complexo quadro de vínculos, entrelaçamentos e transformações mútuas, gerado pelo desenvolvimento das condições sociais e individuais. A cada nova etapa, uma descoberta. E ao trabalharmos com a categoria da atividade vinculada à consciência, não podemos perder de vista que a dimensão real da consciência individual é o reflexo da realidade, é a imagem psíquica, a representação desta mesma realidade e, portanto, só pode ser viável e compreendida no seu caráter histórico e social. Só poderá ser caracterizada por sua multidimensionalidade e, sob um processo ontológico, através de um mesmo sistema com relação direta à vida.
É preciso, portanto, considerar o desenvolvimento da essência social do homem e, desse modo, pressupor sua humanização através da participação dos indivíduos, mas essa participação não é igual para todos. A união dos indivíduos através do vínculo social pressupõe sua diferença que atua como correlação diferenciada da essência social do homem. Essa é a particularidade que nos diferencia uns dos outros.
Por que esta diferenciação? Por um lado, é porque a alienação provoca o isolamento entre o resultado objetivo da atividade e o motivo que o impele. Quando o conteúdo da atividade não se compatibiliza ao sujeito que a desempenha, confere traços psicológicos particulares à consciência individual. O homem isola-se e a realidade, antes uma totalidade natural, cinde-se. A consciência passa, então, a refletir a totalidade de forma parcial: sua própria cisão.
Até o presente, queremos deixar claro que a abordagem leontieviana retém a compreensão da consciência como a forma transformada das significações sócio-históricas em significados, que são reinterpretados pelo sentido pessoal no processo de apropriação, o que gera transformação e movimento. Para nós, em duas direções possíveis: na direção do ser em-si (consciência reificada), que nada mais significa do que a imagem adequada, a representação, o reflexo da realidade em que o ser particular se insere; ou na direção do ser para-si (consciência representativa) em busca de valorações, que transcendam o imediato e que possam ser contributivas para a emancipação humana e para o crescimento ontológico. Há fortes indicativos de que o sentido pessoal, quando dirigido às valorações, contidas no gênero humano, pode transcender esse nível e, portanto, é preciso que consideremos que o sentido pessoal pode revelar-se nas relações sociais, no processo de vida de cada indivíduo, e nas relações entre motivos e necessidade. Este é o caminho teórico que procuramos trilhar.
Buscamos a unidade sem dicotomias ou dualidades, que acarretam e nos levam a falsos dilemas. É preciso pensar na relação de unicidade na diversidade. De qualquer ângulo, a relação entre o indivíduo e o social expressa a inter-relação das categorias dialéticas do universal e do particular. É impossível o advento da consciência individual sem a sociedade. Do mesmo modo, a consciência social não se concebe sem a atividade dos indivíduos pensantes, sem a consciência individual.
Por isso, torna-se imperativo focar, não o produto, mas o processo: retomar o ponto de vista da totalidade e não só a predominância das causas infra-estruturais na explicação da história; privilegiar o domínio do todo sobre as partes; afinal, o ponto de vista da totalidade não determina apenas a realidade objetiva, determina, também, a subjetividade humana.
Não se pode perder de vista que a esfera afetiva e a esfera cognitiva, muito embora com características peculiares, integram o mesmo processo. Afinal, a integralidade do indivíduo não se expressa pelo seu pensar/sentir/agir, categorias que se diferenciam e se unem no mesmo processo de vida?
E foi na busca de estabelecer estas relações entre as significações e os sentidos pessoais, e no mecanismo de apropriação, que surgiram novos questionamentos que originaram este trabalho.
Estariam os sentimentos cristalizados nas significações sócio-históricas? Sendo a resposta teórica afirmativa, então, é o caso de verificar a que classe de fenômenos os sentimentos pertencem. Que tipo de valores neles se consubstanciam, e contribuem para a formação da consciência em-si e para-si? Serão eles, então, interiorizados pelo mesmo processo? Ou serão constituintes de outra categoria? E as emoções? Farão elas parte integrante dos sentimentos ou podemos considerá-las como outra categoria ou mediação do processo de apropriação? E os afetos? Estão eles contidos nas emoções ou são decorrentes delas? O que ocorre? Como ocorre? Estes são os questionamentos que nos remeteram à esfera motivacional do homem.
A partir dos questionamentos acima, de maneira específica, propomo-nos a discutir esses vínculos visando, com este trabalho, possibilitar melhor compreensão da teoria da atividade e redefini-la, considerando como objetivos mais significativos aqueles relativos à esfera motivacional adstrita ao campo da afetividade. No sistematizar teórico dos aspectos de conteúdo da esfera motivacional afetiva, no verificar quais influências as emoções exercem no processo de apropriação, no estabelecer relações entre as categorias propostas por Leontiev na configuração do indivíduo, centram-se tais objetivos. Entendemos que o enlace entre o cognitivo e o afetivo permitirá configurar consciência de uma forma mais abrangente. Permitirá também reafirmar, na prática, a tese da indissolubilidade entre cognitivos e afetivo na composição da consciência.
Na verdade, a problemática a ser tratada é complexa, e por tal motivo, claro está que este trabalho investigativo não pretende abarcar todos os seus ângulos, mas apresentar reflexões que delimitem alguns aspectos da esfera da afetividade, que nos pareçam fundamentais para a teoria da atividade. Desse modo, o que existe é a possibilidade, é o esforço absolutamente reconhecido e intencional de sar continuidade aos estudos de Leontiev.
À ausência de respostas na relação motivo e esfera afetiva – que também movem o particular – poder-se-á encontrar uma orientação da relação entre o cognitivo e o afetivo na configuração da consciência. Sob a teoria da atividade, nosso entender é que os motivos, necessariamente, deveriam abarcar todos os estímulos que impelem a atividade, tanto cognitivos como afetivos. Este é o problema que nos instiga.
Embora, teoricamente, haja indissolubilidade do cognitivo e do afetivo no processo de aprendizagem e apropriação que ocorre entre os indivíduos e a realidade objetiva, buscamos compreender qual o papel que as emoções, os sentimentos e os afetos exercem na esfera da afetividade. A teoria da atividade não abarca a análise do próprio processo psicológico de desenvolvimento das necessidades, nem tampouco outro problema central: o papel da esfera afetiva na composição da consciência. Esta é uma entre outras possibilidades para compreender e caracterizar o psiquismo humano em sua integralidade.
Também, metodologicamente, através da análise sistêmica, a teoria leontieviana retém a compreensão das categorias de atividade, consciência e personalidade, sob o monismo e relação ternária no processo de conhecimento. Contudo, em pesquisas realizadas tendo por base o referencial teórico apresentado por Leontiev e seus seguidores, em níveis nacional e internacional, foram detectadas lacunas no enlace entre o afetivo e o cognitivo, tato na relação sujeitos-objetos, como entre sujeitos-sujeitos.
É nesse contexto que tentaremos retomar algumas categorias e hipóteses – que permaneceram intactas nos escritos de Leontiev – e dar-lhes um novo desenvolvimento.
Neste percurso procuramos não esquecer a seleção dos autores compromissados com a abordagem sócio-histórica na configuração do psiquismo humano; não se trata de ortodoxia e sim de coerência, posto que eles já estão em nós incorporados e sem eles nossa reflexão se transfiguraria, embora nosso trabalho se alicerce na obra de Leontiev.
Lembramos que as relações que procuramos determinar não podem existir em separado, de tal sorte que essas esferas se diferenciam na unidade integrando-se, porém, na consciência, pois as categorias propostas pelo autor condicionam-se e se inter-relacionam evidenciando o mesmo processo. É por tal motivo que muitas vezes temos que retomá-las visando integrá-las em nível de análise.
Finalmente, nossa hipótese central é que por trás da relação entre as significações e os sentidos pessoais está o problema da unidade das esferas intelectuais e afetivo-emocionais. Vigotsky, em seu livro Pensamento e Linguagem (1979), já assinalara que a análise por unidades demonstra "que existe um sistema dinâmico de significados em que o afetivo e o intelectual se unem..." (op. cit. p. 19).
Também, Leontiev (1981) aponta-nos um possível caminho quando diz que as emoções "cumprem a função de sinais internos posto que não constituem o reflexo psíquico de uma realidade objetal imediata".
A particularidade das emoções reside em que elas refletem as relações entre os motivos (necessidades) e o êxito ou as possibilidades de êxito na realização da atividade do sujeito que a elas responde. A situação emotiva não existe como tal. Ela depende das relações entre a motivação e as possibilidades do sujeito e, portanto, de sua vivência. Desta forma, elas "aparecem como resultado da atuação do motivo (necessidades) e antes da valoração racional que pode fazer o sujeito de sua atividade" (op. cit. p.162-163). Este é o caminho que perseguimos e que procuraremos elucidar.
Gostaríamos finalmente de registrar que a elaboração deste livro não seria possível sem a colaboração de algumas entidades e pessoas, às quais agradecemos.
Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); à Universidade de Havana, Faculdade de Psicologia; à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social; à Fundação para o Desenvolvimento da UNESP (FUNDUNESP), pelo incentivo e auxílio recebidos para a execução deste trabalho.
No plano intelectual e afetivo, agradecemos o apoio, o estímulo, e as contribuições fortes e valiosas que nos fizeram avançar de Alda Junqueira Marin, Fernando Gonzáles Rey, Manuel Calviño, Maria Aparecida Baccega, Maria Lourdes Motter, Maria Luiza Andreozzi da Costa, Silvia T. Maurer Lane e Sonia Ignácio Silva.
No plano existencial, os amigos, cuja solidariedade manifesta-se sempre de Cláudia Boldrin dos Santos Miranda, Rogério Carlos de Aquino, Sérgio Wagner de Miranda.
Concluindo, este trabalho está dividido em duas partes. A primeira, intitulada Categorias e Relações que Caracterizam o Psiquismo Humano, é composta por três capítulos nos quais mostramos o caminho percorrido da teoria à prática e o retorno à teoria, até a delimitação dos objetivos; caracterizamos os fundamentos filosóficos em que a Psicologia Soviética se assenta e nela contextualizamos a teoria leontieviana; tecemos um paralelo entre homem real e representativo incorporando à investigação a teoria helleriana; caracterizamos as categorias personalidade e identidade frente à atividade e, finalmente, como se configuram a consciência social e consciência individual, categorias básicas para a formação do psiquismo segundo a teoria leontieviana. Na segunda parte, denominada A Esfera da Afetividade na Composição do Psiquismo Humano, composta por três capítulos, tecemos um paralelo entre as emoções, sentimentos e afetos, dimensões categorias que compõem a estrutura afetiva na formação da consciência.




 



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Detalhes

SUMÁRIO

  • Prefácio Silvia T. Maurer Lane
  • Apresentação 
  • PARTE I
  • AS CATEGORIAS E RELAÇÕES QUE CARACTERIZAM O PSIQUISMO HUMANO 
  • 1 - Travessia e princípios 
  • 2 - Personalidade e identidade 
  • 3 - As significações e os sentidos 
  • PARTE II
  • A ESFERA DA AFETIVIDADE NA COMPOSIÇÃO DO PSIQUISMO HUMANO 
  • 4 - As emoções 
  • 5 - Os sentimentos 
  • 6 - Os afetos 
  • 7 - Considerações finais 
  • Bibliografia 

 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Ivanise Leite
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 85-86305-04-9
Área (s) / Assunto (s) Psicologia da educação, Formação de professores.
Edição / Ano 2ª / 2005
Nº de Páginas 128
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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