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ESCOLARIZAÇÃO, PRÁTICAS DIDÁTICAS, CONTROLE E ORGANIZAÇÃO DO ENSINO

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José Geraldo Silveira Bueno - org.


Coletânea constituída por seis estudos reunidos em razão dos elementos de que dispõem para se entender os processos pelos quais a escola vai transformando crianças em alunos.
Se, nos primeiros anos de escolarização as práticas de controle são uma das marcas da prática docente, com o decorrer dos processos de escolarização os educandos vão incorporando determinados padrões de conduta, de tal forma que esses passam a ser requisitos para uma boa escolarização, deslocando-se o eixo do controle e das exigências docentes para a assimilação do conteúdo escolar.
É um livro para se conhecer um pouco mais da realidade escolar e para todos os que estão envolvidos com ela.


 




 


Apresentação: 

Os seis trabalhos que compõem esta coletânea, apesar de sua aparente dispersão, foram reunidos em razão de elementos de que dispõem para se entender os processos pelos quais a escola vai transformando crianças em alunos.
Se, por um lado, a instituição escolar realiza isso através do acesso que proporciona à chamada cultura letrada, por outro, ocorrem uma série de práticas as quais, mais do que simplesmente oferecerem oportunidade de tal acesso aos educandos, vão conformando suas mentes, organizando suas ações, de tal modo que, ao fim e ao cabo, vão sendo incorporadas por eles como se fossem "naturais".
Os primeiros anos de escolarização têm sido encarados como um período em que as exigências são menores, em que os professores são mais flexíveis e menos rígidos com relação à aprendizagem escolar, isto porque, tanto do ponto de vista prático quanto do teórico, tem se dado ênfase demais à apropriação, pelo aluno, do saber acadêmico.
Se é verdade que a cultura docente das primeiras séries tem se calcado sobre a maior condescendência em relação aos resultados da aprendizagem, por outro, os trabalhos aqui selecionados, mostram que há toda uma prática de conformação de ações e de atitudes, com o objetivo precípuo da incorporação de padrões de comportamentos que caracterizam o "bom aluno".
Por outro lado, se também é fato que, nos tempos atuais, os controles disciplinares são menos ostensivos, com sanções menos evidentes que as do passado – como por exemplo os castigos físicos – ocorrem na sala de aula uma série de controles sutis, pouco evidentes, mas que vão fazendo com que os alunos, quase que de forma inconsciente, incorporem os padrões exigidos pela escola.
Assim, o controle das posturas, dos movimentos e das falas das crianças, bem como o controle do espaço, tanto no que diz respeito à disposição de mobiliário, como ao uso que dele pode ser feito, se constitui em parte importante, embora pouco evidente, da aprendizagem escolar nas séries iniciais de escolarização.
Mas, se tais práticas ocorrem, elas não são uniformes nem se atêm a uma postura de controle e cobrança por parte do professor e de submissão por parte dos alunos. Na dinâmica cotidiana da sala de aula, tanto os alunos põem resistência (boa parte das vezes de forma não intencional e inconsciente), como também os professores, premidos por constrangimentos objetivos e subjetivos, abrem mão em determinadas circunstâncias, de padrões por eles mesmos estabelecidos.
Se, nos primeiros anos de escolarização, as práticas de controle são uma das marcas da prática docente, com o decorrer dos processos de escolarização, os educandos vão incorporando determinados padrões de conduta, de tal forma que esses passam a ser requisitos para uma boa escolarização, deslocando-se o eixo do controle e das exigências docentes para a assimilação do conteúdo escolar.
Isto é o que nos mostram os três trabalhos dedicados ao ensino de Ciências. Embora ainda exista, é claro, controle sobre as ações dos alunos e o controle do espaço, estes parecem estar subsumidos aos conteúdos ministrados, marcados pelo ritualismo e pela formalidade dos procedimentos de ensino e de avaliação.
Por outro lado, dado o caráter disciplinar que a distribuição curricular assume a partir da 5ª série do ensino fundamental, a redução do tempo de permanência dos alunos junto ao professor obriga-o a efetuar simplificações das preparações, correções e desenvolvimento de atividades na sala de aula, que, ao mesmo tempo que revelam os constrangimentos objetivos aos quais ele deve se subordinar, indicam uma relativa autonomia que pode permitir sua participação ativa em uma prática didática diversificada e rica. Essa situação dúbia parece se constituir no grande paradoxo da função docente.
Dessa forma, estes trabalhos pretendem se constituir em mais uma contribuição para ir se abrindo a "caixa preta" a que se referem os estudiosos da escola.


José Geraldo Silveira Bueno
Abril de 2002




 


 



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Detalhes

  • SUMÁRIO
  • Apresentação José Geraldo Silveira Bueno
  • PARTE 1
  • Práticas iniciais de escolarização e controle dos sujeitos José Geraldo Silveria Bueno
  • Estudo Um
  • Espaço e disciplina do corpo na pré-escola  Ana Lúcia Castilhano de Araújo
  • Estudo Dois
  • O controle do corpo no início do ensino fundamental: entre a disciplinarização e a não disciplinarização  Luciane Paiva Alves de OLiveira 
  • Estudo Três
  • Práticas de alfabetização, relações com o processo de avaliação e controle de aprendizagem  Maria Iolanda Monteiro
  • PARTE 2
  • Ciências na educação básica: práticas didáticas e elementos de organização do ensino  José Geraldo Silveira Bueno
  • Estudo Quatro
  • O ensino de ciências de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental: possibilidades e limites da realidade escolar na região de Araraquara Maria Cristina de Senzi Zancul
  • Estudo Cinco 
  • Ciências no ensino médio: prática pedagógica em química, física e biologia Marilia Gonçalves Chiappetta
  • Estudo Seis
  • O ensino de física: saber científico, livros e prática docente  Wagner Wuo

 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) José Geraldo Silveira Bueno - org.
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 85-86305-13-8
Área (s) / Assunto (s) Práticas de conformação de alunos, Didática, Organização do ensino, Currículo, Ensino de ciências, educação infantil.
Edição / Ano 1ª / 2002
Nº de Páginas 176
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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