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FORMAÇÃO DE PROFESSORES [propostas para ação reflexiva no ensino fundamental e médio]

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Maria do Rosário Longo Mortatti - org.


É uma coletânea contendo textos sobre temas relacionados a problemas, propostas, determinantes legais e políticos da formação de professores de Filosofia, Sociologia, História e Geografia e com o sofrimento psíquico dos professores no exercício de sua função.
Embora voltados para essas licenciaturas específicas o autor e as autoras trazem contribuição extensiva do grande tema da formação dos professores, sempre uma urgência em nosso país.


 






 


Apresentação: 

Esta coletânea de textos é uma iniciativa de docentes do Departamento de Didática da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) – UNESP/Marília e encontra-se diretamente relacionada com outra intitulada Atuação de Professores: propostas para ação reflexiva no Ensino Fundamental, publicada pela mesma editora e que também contém textos de docentes desse Departamento. Todos os autores dos textos aqui reunidos ministram, de acordo com a especificidade de sua formação, "disciplinas pedagógicas" nos cursos de licenciatura em Pedagogia, Ciências Sociais e Filosofia, da FFC, assim como desenvolvem projetos de pesquisa e de extensão voltados para a formação do educador; e quase todos foram professores em escolas públicas de 1º e 2º graus.
Os textos desta coletânea abordam, de maneira menos ou mais direta, uma mesma temática: formação de professores para o Ensino Fundamental e Médio, com ênfase na área de Ciências Humanas. Mediante divulgação, problematização / discussão de fundamentos teóricos e diretrizes metodológicas, de forma objetiva e sem a pretensão de esgotar as possibilidades de discussão nem de impor conclusões, desenvolvem-se aqui diversos temas específicos, relacionados com problemas, propostas, determinantes legais e políticos da formação de professores de Filosofia, Socióloga, História e Geografia e com o sofrimento psíquico no trabalho docente proletarizado, que interfere negativamente na aplicação de propostas de ensino aprendidas em cursos de formação.
Maria Valéria Barbosa e Sueli Guadelupe Mendonça apresentam os resultados da pesquisa "O ensino de Sociologia, História e Geografia nas escolas públicas de Marília", que teve como um dos seus objetivos conhecer a realidade do ensino de Sociologia, História e Geografia da rede pública de ensino de Marília/SP, por meio de entrevistas com egressos do curso de licenciatura em Ciências Sociais, da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC)-UNESP/Marília e de análise de sua atuação profissional como professores. A pesquisa não apenas proporcionou o conhecimento de um aspecto da relação ensino-aprendizagem como também trouxe à tona problemas de um processo de descontinuidade entre a formação teórica e a prática pedagógica desses professores assim como entre universidade e escola pública. Parte dos problemas apresentados referem-se aos cursos de licenciatura de um modo geral; outros são específicos dos cursos de licenciatura em Ciências Sociais. Tem-se sempre, porém, como cenário de fundo, a política educacional implementada pelos governos federal e estadual, nas últimas décadas.
Tendo como principal preocupação fornecer subsídios para a reflexão sobre os cursos de licenciatura na área de Ciências Humanas, sobretudo em História, Geografia e Sociologia, Martha dos Reis discute e analisa os princípios teórico-metodológicos presentes nas proposta curriculares para essas disciplinas elaboradas a partir de meados dos anos de 1980, sob orientação de Equipes Técnicas da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Considera a autora que o ensino produtivo e participativo apregoado nessas propostas curriculares ainda não tem sido satisfatoriamente colocado em prática pelos professores, o que torna relevante a discussão sobre os cursos de formação docente para as disciplinas em questão, os quais, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela LDB 9394/96 e com as novas diretrizes apresentadas pelo MEC, deverão ser reestruturados, tendo como princípio a busca da superação da dicotomia entre a teoria e prática constatada no processo de formação de professores.
O texto de Vandeí Pinto da Silva focaliza a formação de professores de Filosofia no Ensino Médio em nosso país. Destacando o papel da Filosofia nesse nível de ensino e a importância da formação filosófica do adolescente, o autor problematiza os determinantes da legislação e das políticas educacionais, que condicionam as expectativas dos licenciados assim como do projeto pedagógico do curso dos quais decorre a tendência dos cursos de graduação em Filosofia em privilegiar a formação do pesquisador (bacharelado) em detrimento da formação do professor (licenciatura).
Com base nas teorias do Departamento Aprendido, de M. Seligman, e da Lei do Valor, de K. Marx, Marilene Nunes aborda a relação entre sofrimento psíquico e trabalho docente proletarizado de professoras do Ensino Fundamental de escolas públicas. Organizado sob a forma valor/trabalho, esse trabalho proletarizado tem como mecanismo disciplinar o controle coercitivo da força de trabalho das professoras; a coerção, por sua vez, vincula-se a um conjunto de regras e normas prescritas a respeito das formas operativas do trabalho a ser realizado. Dado que essas regras são sempre expressão da vontade de outros, geram-se tensões que levam ao desgaste físico e psíquico das trabalhadoras docentes, que, em decorrência, perdem sua autonomia e acabam utilizando propostas pedagógicas "tradicionais", contrastando com o que aprendem em cursos de formação inicial e continuada. Sugere a autora, portanto, que, para a melhoria da qualidade de ensino, é insuficiente investir apenas no processo de formação docente; faz-se necessário que a escola se constitua numa instituição autogerida pelos professores.
Na tensão entre unidade e diversidade temática assim como entre divulgação e problematização/discussão, pode-se destacar, como principal contribuição desta coletânea de textos, a abordagem de questões relativas à formação de professores articuladamente às relativas a sua atuação e entendidas como questões simultaneamente complexas, interdisciplinares e transitivas. Complexas, porque envolvem, por um lado, uma concepção de professor não apenas como executor, mas também como participante ativo do processo de concepção e avaliação de projetos pedagógicos e, por outro, uma concepção de formação não como treinamento genérico visando à aplicação de métodos e técnicas de ensino também genéricos e já dados por outros, mas como processos de aprendizagem, que propiciem ao professor compreender o ensino como ação reflexiva e fenômeno multifaceado, o qual supõe inter-relação coerente de fundamentos teórico-epistemológicos advindos de áreas de conhecimento científico, sua transposição didática e sua aplicação prática; interdisciplinares, porque esse processo demanda, não uma síntese eclética, nem mera justaposição desses conhecimentos científicos, mas sua integração problematizadora, sem prejuízo das especificidades do processo de ensino-aprendizagem nas áreas curriculares do Ensino Fundamental e Médio; e transitivas, porque relacionadas, não com o ensino em geral, mas com a especificidade de fundamentos, objetivos, conteúdos e métodos do ensino de cada uma das diferentes áreas curriculares envolvidas.
Trata-se, portanto, de pensar propostas e práticas de ensino, no que se refere tanto à formação quanto à atuação de professores,como questões vinculadas não apenas a como ensinar, mas também a por quê, quando, onde, quem, para quem e o quê ensinar, visando precipuamente à ação docente reflexiva, cujo objetivo maior é a aprendizagem significativa por parte dos alunos. E, em decorrência, trata-se de buscar formas coerentes de superar as contradições observáveis entre os problemas de ensino-aprendizagem presentes na maioria de nossas escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio, os conteúdos das disciplinas dos cursos de formação inicial e continuada de professores, as intenções e propostas oficiais e os resultados de estudos e pesquisa acadêmicos. E essa é, ainda, uma das muitas urgências a serem enfrentados por educadores em exercício, por estudantes e professores de cursos de licenciatura e de pós-graduação e por pesquisadores da área de Educação.


Janeiro de 2003




 



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Detalhes

SUMÁRIO

  • Apresentação Maria do Rosário Longo Mortatti
  • Estudo Um
  • Licenciatura em ciências sociais: problemas e perspectivas Maria Valéria Barbosa e Sueli Guadalupe de Lima Mendonça
  • Estudo Dois
  • Subsídios para reflexão sobre os cursos de formação de professores na área de ciências humanas Martha dos Reis
  • Estudo Três
  • A formação dos licenciados em filosofia: determinantes legais e políticos Vandeí Pinto da Silva
  • Estudo Quatro
  • Trabalho docente: proletarização e sofrimento psíquico Marilene Nunes


Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Maria do Rosário Longo Mortatti - org.
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 85-86305-16-2
Área (s) / Assunto (s) Formação de educadores, Política educacional, Ensino superior, Ação reflexiva.
Edição / Ano 1ª / 2003
Nº de Páginas 96
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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