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INCLUSÃO MARCO ZERO - começando pelas creches

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Enicéia Gonçalves Mendes


Este livro sistematiza parte da agenda de pesquisa de um grupo que tem como objetivo investigar a temática da inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais na realidade brasileira. Nele é analisada a tese de "inclusão marco zero", que seria a de primeiro intervir na porta de entrada da criança no sistema educacional, a Educação Infantil, e principalmente nas creches.

A Autora


 






 


Apresentação: 


Nas ciências humanas todas as disciplinas se denominam como sociais quando manifestam intenções de utilização de seus dados para reformar ou transformar a sociedade... e se torna difícil separar o político do científico... O pesquisador coloca sua competência científica à disposição do político... Quanto ao político, ele se servirá do científico, quando assim lhe convier, para legitimar suas decisões. (ALLEMANDOU, 2001, p. 13)


Este livro sistematiza o trabalho de investigação que é parte de uma agenda de pesquisa que tem como objetivo investigar a temática da inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais na realidade brasileira. Desde 1999, quando intensificamos esta linha de investigação no âmbito do nosso grupo de pesquisa , vários estudos foram conduzidos, e as evidências mais contundentes apontavam, na época, para a necessidade de se investir na pesquisa sobre formação de professores do ensino regular e especial.
Diante das dificuldades e desafios que encontrávamos nas escolas, quando o assunto era a inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais, outra ideia começou a se tornar cada vez mais frequente: a de que deveríamos começar este processo pela porta de entrada do sistema educacional, ou seja, as creches.
Tendo em mente o entrecruzamento dos dois temas começamos a produzir alguns estudos que estamos sistematizando nesta obra, cujo objetivo é oferecer contribuições sobre:

• Procedimentos que permitam gerar e gerenciar informações que possam subsidiar a política de inclusão escolar no âmbito dos municípios;
• Estudar estratégias para a implantação gradual, planejada e sistemática de educação inclusiva;
• Subsidiar programas de formação continuada de educadores de creches tendo em vista a inclusão escolar, que sejam baseados em exemplos de práticas pedagógicas inclusivas e resolução de situações-problema.
A presente obra aborda a temática da inclusão escolar mais circunscrita à Educação Infantil e mais especificamente das creches, tendo sido organizada em quatro partes.
A primeira parte do livro apresenta a temática e a fundamentação que utilizamos como quadro de referência para problematizar, questionar e construir possíveis caminhos de investigação científica sobre a participação de crianças com necessidades educacionais especiais em creches.
O primeiro capítulo é reservado ao movimento social pela inclusão escolar, na tentativa de contextualizar historicamente o movimento e oferecer uma compreensão de suas raízes, de como ele teve sua penetração na comunidade educacional brasileira e de seus impasses teóricos atuais. Finalizando é apresentada uma tomada de posição em relação ao movimento pela inclusão escolar em nosso país e que vai ser assumida ao longo do livro.
O segundo capítulo tem como objetivo oferecer uma análise das perspectivas do movimento pela inclusão escolar no Brasil. Aqui é oferecida uma breve análise da história da Educação Especial brasileira com o propósito de colocar em evidência o fato de que o princípio da inclusão escolar é hoje um fenômeno de retórica como foi o da integração escolar nos últimos 30 anos. Entretanto, na perspectiva filosófica, a inclusão é uma questão de valor, ou seja, é um imperativo moral, e, numa perspectiva política, este princípio pode ser a única estratégia com potencial para garantir o avanço necessário na Educação Especial brasileira. Finalizando este capítulo, defendemos a importância da pesquisa científica para traduzir o princípio para a realidade do nosso sistema educacional, de nossas escolas e de nossas salas de aula.
O terceiro capítulo oferece uma análise dos pressupostos teóricos e tendências atuais na área de formação de professores tendo em vista a perspectiva da inclusão escolar, tendo como embasamento a literatura científica e a legislação nacional. Finalizando este capítulo, apresentamos o desafio que representa, na atualidade, a formação inicial e continuada dos professores na realidade brasileira.
O quarto capítulo apresenta uma análise das possibilidades da inclusão escolar, ao nível da Educação Infantil nas creches da realidade brasileira.
No quinto e último capítulo, apresentamos a tese principal desta obra, que denominamos de "inclusão marco zero", que se baseia na possibilidade de primeiro intervir na porta de entrada da criança no sistema educacional, a Educação Infantil; mas, principalmente nas creches, para que sejam desencadeadas ações que permitirão um avanço sistemático, gradual e contínuo da proposta de inclusão escolar em todos os níveis de ensino posteriores.
A segunda parte do livro apresenta uma amostra de abordagens empíricas para investigação da inclusão escolar em creches. Nosso propósito foi de detalhar alguns exemplos de como coletamos e analisamos dados para gerar evidências que podem ser úteis tanto para pesquisadores interessados na temática da inclusão escolar como para gestores interessados em gerar informações que possam subsidiar suas políticas educacionais. Esta parte é composta por três capítulos.
O capítulo seis apresenta os passos iniciais para se construir políticas de inclusão escolar, partindo do princípio de que é preciso primeiramente conhecer o contexto. Neste capítulo, são oferecidos alguns procedimentos que utilizamos para conhecer o contexto e traçar o perfil da população de alunos com necessidades educacionais especiais que já se encontram nas escolas. A partir dos dados coletados, oferecemos exemplos de como os dados são analisados, a que conclusões eles permitem extrair e para que serve este tipo de abordagem inicial da questão.
O capítulo 7 apresenta um estudo sobre a representação das professoras e oferece também uma descrição de como dados podem ser coletados e analisados através das entrevistas. A partir das conclusões do estudo, podemos identificar alguns aspectos importantes para a formação desses educadores e que também podem ser utilizados para aperfeiçoar as estratégias das políticas de inclusão escolar.
O capítulo 8 apresenta exemplos de estudos sobre como as professoras de creches lidam com alunos considerados por elas especiais quando eles se encontram inseridos em suas turmas. Aqui os estudos apresentados se baseiam em observações e filmagens de situações naturais, descrevem como os dados são coletados e analisados, que informações eles geram e para que servem tais informações.
A terceira parte do livro é composta de um único capítulo, que foi elaborado com o propósito de apresentar alguns casos específicos de situações reais que encontramos e que incluímos na expectativa de que possam ser utilizados como material didático em programas de formação de educadores de creches. São seis casos reais que foram compostos a partir da triangulação de dados de observação, entrevistas e filmagens. Cada caso é apresentado e, ao final, destacamos alguns pontos que podem servir de reflexão e debate em programas de formação.
A quarta e última parte do livro apresenta as conclusões de nossas investigações, tomando como base a principal questão de nossas investigações: é possível e viável iniciar uma política de inclusão pelas creches?
O conteúdo básico deste livro foi produzido no âmbito do projeto denominado A formação de educadores de creches para a inclusão escolar: identificando situações-problemas, apoiado pelo CNPq (Processo nº 520288/02), a quem gostaríamos de agradecer, especialmente ao Comitê da área de Educação, pela oportunidade oferecida, e sem o qual o estudo e consequentemente este livro não se concretizariam. Agradecemos também o apoio da FAPESP, sob a forma de bolsas de mestrado e de iniciação científica, e da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de São Carlos, que concedeu bolsas de extensão e auxílio.
Gostaria de agradecer também aos membros integrantes do Grupo de Pesquisa que colaboraram diretamente com os estudos aqui relatados: Profa. Dra. Neucidéia Aparecida Colnago, Lígia Cardoso Silveira (mestranda do PPGEES, bolsista da FAPESP), Melissa Zambon (Graduanda do curso de Psicologia/UFSCar, bolsista IC-CNPq 2001/2003), Aline Maira da Silva (Graduanda do curso de Psicologia/UFSCar, bolsista IC-CNPq 2004), Claudia De Nadai Chimetto (Graduanda do curso de Psicologia/UFSCar e bolsista de extensão PROEX-UFSCar em 2002 e 2004), Maria Clara de Freitas (Graduanda do curso de Psicologia/UFSCar, bolsista de extensão PROEX-UFSCar, em 2003, e bolsista de IC/FAPESP Processo nº 0310794-2), Aline Scalco Gonçalves (Auxiliar voluntária, graduanda do curso de Pedagogia/UFSCar, em 2003) e Paola Bisaccione (Graduanda do curso de Psicologia/UFSCar, bolsista de extensão PROEX-UFSCar em 2004).
Além disso, agradeço a colaboração dos alunos do curso de graduação em Psicologia da UFSCar que atuaram como auxiliares de pesquisa no ano de 2002: Alceu Martins Filho, Aline Gimenes Folsta, Ana Amélia de S. Francisco, Danieli Carolina Lopes, Giselli Trevisan, Julliana Luiz Rodrigues, Ludmilla P. dos Santos, Paulo Roberto Oliveira, Pedro Cardoso, Simone Miahira, Tatiana Tateishi J. da Silva e Thaíze de Souza Reis; no ano de 2003: Carla C.B. Lorenzi, Carolina L. Bittencourt, Caroline O. Bertolino, Juliana P. Marques, Karine M. Caldeira, Mariana R. Figueira, Paola Bisaccioni, Priscila M. Silva, Renata Morelli, Roberto O. Soares, Thaís M. C. Otanari e Uiara G. Leoni, e ano de 2004: Andréa Calache, Angelo Bonateli Neto, Carina Victoria Candido Matheus, Eduardo Kenji Ueda, Fabio Alas Martins, Isabela Moreira Bozeli, Janaina Ribeiro de Rezende, Luciana Rigotti Li Puma, Miriam Rechenberg, Roberta Dias de Barros e Sabrina Sayuri Saito.
Agradeço também a leitura atenta deste material e a revisão feita pelas alunas do mestrado em Educação Especial da UFSCar, da turma de 2008, Gabriela Tannús-Valadão e Iasmin Zanchi Boueri.
Finalmente agradecemos ainda as autoridades educacionais bem como aos gestores e educadoras das creches e aos pais das crianças, enfim todos que consentiram em permitir e/ou participar dos nossos estudos e que tornaram essa obra possível.





capa

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Detalhes

SUMÁRIO

  • Apresentação
  • Capítulo 1
  • Histórico do movimento pela inclusão escolar
  • Capítulo 2
  • Perspectivas da educação inclusiva no Brasil
  • Capítulo 3
  • Tendências atuais na área de formação do professor e a perspectiva de inclusão escolar
  • Capítulo 4
  • A educação infantil e a inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais
  • Capítulo 5
  • Inclusão marco zero: começando pelas creches
  • Capítulo 6
  • Conhecendo o contexto, a população alvo e gerando indicadores
  • Capítulo 7
  • O que pensam os educadores de creche sobre a inclusão escolar?
  • Capítulo 8
  • Conhecendo a prática nas creches
  • Capítulo 9
  • Como os educadores de creches lidam com os alunos especiais inseridos em suas turmas: do discurso à prática 
  • Capítulo 10
  • Inclusão escolar marco zero: é possível começar pelas creches? 
  • Notas
  • Referências

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Enicéia Gonçalves Mendes
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 978-85-86305-84-9
Área (s) / Assunto (s) Educação inclusiva, Educação especial, Educação infantil, Formação de educadores / Cuidadores de creches.
Edição / Ano 1ª / 2010
Nº de Páginas 304
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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