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MARX, GRAMSCI E VIGOTSKI: aproximações

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Sueli Guadelupe de Lima Mendonça, Vandeí Pinto da Silva & Stela Miller - orgs.


A contribuição inédita do presente livro reside na junção de Marx, Gramsci e Vigotski, costumeiramente tidos como independentes entre si. O cenário acadêmico buscou camuflar ou se mostrou incapaz de encontrar o fio condutor das valiosas contribuições teóricas desses autores. [...] "Marx, Gramsci e Vigotski: aproximações" foi, então, pensado como um tema e um momento que julgamos adequados para pôr em evidência a produção científica desses autores e buscar, por meio dos debates, compreender e aprofundar seus elos de interação, proporcionando ferramentas teórico-práticas capazes de subsidiar aqueles que lutam por uma nova sociedade e uma nova escola.


 


 


 




 


 


Apresentação: 

Os textos desta coletânea são artigos referentes a conferências e palestras proferidas durante três jornadas do Núcleo de Ensino da Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Campus de Marília, a saber, a IV Jornada, realizada de 09 a 11 de agosto de 2005, com o tema "Releitura de Marx para a educação atual", a V Jornada, realizada de 15 a 17 de agosto de 2006, com o tema "Escola (d)e Gramsci" e a VI Jornada, realizada de 14 a 16 de agosto de 2007, com o tema "Marx, Gramsci e Vigotski: aproximações", que empresta o título para este livro.

Esses três eventos resultaram de um trabalho coletivo de discussão e organização realizado pelo Grupo de Pesquisa "Implicações pedagógicas da teoria histórico-cultural" e pelo Núcleo de Ensino da Faculdade de Filosofia e Ciências.

Em jornadas anteriores, foram se evidenciando as bases marxistas dos fundamentos epistemológicos da Teoria Histórico-Cultural e, ao mesmo tempo, explicitando a necessidade de recorrer a autores que discutissem a educação escolar e a cultura na perspectiva do marxismo. No Brasil, há diferentes leituras da obra de Gramsci e da Teoria Histórico-Cultural, muitas delas distanciando-se da fundamentação marxista. De uma perspectiva eclética, dentre outras formulações inconsistentes, Gramsci é tido como "escolanovista" e Vigotski como "sócio-interacionista". Desconsiderando-se que a escola nova tem suas bases no pragmatismo de John Dewey e que Piaget concebia a interação com o meio de uma forma naturalizada e não como um ato histórico, o vínculo radical de Gramsci e Vigotski com o materialismo histórico dialético, ou seja, com Marx, é ignorado. 

Recuperar os fundamentos marxistas das concepções de Gramsci e da teoria Histórico-Cultural pressupõe estar aberto ao diálogo com outras teorias, tal como fizeram Gramsci, Vigotski e o próprio Marx. O que aproxima esses autores é o fato de tomarem o materialismo histórico dialético como centro de suas análises.

A contribuição inédita do presente livro reside na junção de Marx, Gramsci e Vigotski, costumeiramente tidos como independentes entre si. O cenário acadêmico buscou camuflar ou se mostrou incapaz de encontrar o fio condutor das valiosas contribuições teóricas desses autores. Assim, foram negados seus princípios fundamentais - a necessidade de transformação e superação da sociedade capitalista e a luta pelo socialismo - que se diluíram em visões fragmentadas e imediatistas, comprometendo o desenvolvimento da trajetória marxista em sua essência, já que Gramsci e Vigotski dão continuidade à produção teórico-prática de Marx. Em momentos históricos diferenciados, os três autores fizeram da teoria um instrumento de reflexão e ação revolucionárias visando ao socialismo.

Marx, no contexto das grandes transformações do século XIX, criou sua teoria fundante, o materialismo histórico dialético, para analisar e transformar o mundo, tal qual expressa a XI Tese sobre Feurbach: "Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo" (MARX; ENGELS, 1977, p. 14). Aliada à ideia de transformação do mundo, a problemática da educação também teve seu espaço nas formulações de Marx que apresentou, naquele momento histórico, uma questão central que até hoje se mantém válida: a formação omnilateral do homem. Por meio dela, questiona o determinismo do processo de produção material e da consciência, e defende um processo que opõe dialeticamente teoria e prática, educação e trabalho, e cuja destinação seja a de preparar o homem para transformar as circunstâncias nas quais vive, transformando-se também ele nesse processo.

A doutrina materialista sobre a alteração das circunstâncias e da educação esquece que as circunstâncias são alteradas pelos homens e que o próprio educador deve ser educado. [...]
A coincidência da modificação das circunstâncias com a atividade humana ou alteração de si próprio só pode ser apreendida e compreendida racionalmente como práxis revolucionária. (MARX; ENGELS, 1977, p. 12)

Gramsci - em meio à possibilidade de revolução socialista na Europa, numa franca ofensiva político-conservadora do capital, materializada no fascismo - produziu, no cárcere, sua reflexão tendo como pilares centrais a cultura, o papel dos intelectuais e a análise da política. 

No debate presente nesta publicação, o enfoque acerca do papel da escola, da cultura e do intelectual na sociedade contemporânea aponta a importância de uma reflexão mais cuidadosa sobre as consequências da ausência de um projeto político claramente definido em favor das classes subalternas, que lhes dê a condição material para se apropriarem de conhecimentos vitais à constituição de sua subjetividade.
A elaboração unitária de uma consciência coletiva exige condições e iniciativas múltiplas [...] O mesmo raio de luz passa por prismas diversos e produz diferentes refrações luminosas. [...] Encontrar a identidade real sob a aparente diferenciação e contradição e encontrar a diversidade substancial sob a aparente identidade, essa é a qualidade essencial do crítico das idéias e do historiador do desenvolvimento social. (GRAMSCI apud DEL ROIO, 2005, p. 12)

Elaborar um projeto estratégico com vistas à emancipação das classes subalternas implica pensar qual a contribuição da escola na formação de intelectuais críticos, que integrem, na prática, o processo de transformação social. Tal objetivo exige uma nova concepção de intelectual que resulte da superação de processos formativos fragmentários e elitistas, bem como incorpore a nova dimensão da subjetividade humana, possibilitando às classes subalternas a condição de serem dirigentes.
O modo de ser do novo intelectual não pode mais consistir na eloqüência, motor exterior e momentâneo dos afetos e das paixões, mas numa inserção ativa na vida prática, como construtor, organizador, "persuasor permanentemente", já que não apenas orador puro - mas superior ao espírito matemático abstrato; da técnica-trabalho, chega à técnica-ciência e à concepção humanista histórica, sem a qual permanece "especialista" e não se torna "dirigente" (especialista + político). (GRAMSCI, 2004, p. 53)

Vigotski, na construção objetiva do socialismo na União Soviética, dedicou-se a pensar e a trabalhar na formação do novo homem, isto é, de uma nova perspectiva de formação da subjetividade. Suas investigações, na área da Psicologia, denunciam a fragilidade das tendências idealistas e deterministas e enfatizam a importância da história e do meio cultural no processo de formação humana. 
Ser donos da verdade sobre a pessoa e da própria pessoa é impossível enquanto a humanidade não for dona da verdade sobre a sociedade e da própria sociedade. Ao contrário, na nova sociedade nossa ciência se encontrará no centro da vida. O "salto do reino da necessidade ao reino da liberdade" colocará inevitavelmente a questão do domínio de nosso próprio ser, de subordiná-lo a nós mesmos. (VIGOTSKI, 2004, p. 417)

Quanto à base marxista dos trabalhos de Vigotski, Iaroshevski e Gurguenidze (1997) declaram:
Vygotski dominou, como nenhum dos psicólogos soviéticos de sua época, os princípios metodológicos do marxismo em sua aplicação aos problemas de uma das ciências concretas. A psicologia - assinala - requer seu "O Capital". Seu objetivo não consiste em acumular ilustrações psicológicas ao redor de conhecidos princípios da dialética materialista, mas em aplicar esses princípios como instrumentos que permitam transformar, a partir de dentro, o processo de investigação, descobrir na realidade psíquica umas facetas ante as quais são impotentes outros procedimentos de obtenção e organização dos conhecimentos. (IAROSHEVSKI; GURGUENIDZE, 1997, p. 451)

Para Vigotski, o marxismo expressava a verdade acerca da compreensão da sociedade e era, no seu entender, a única expressão do pensamento filosófico universal capaz de fornecer as bases necessárias para pensar novos rumos para uma nova psicologia.

Marx, Gramsci e Vigotski: aproximações foi, então, pensado como um tema e um momento que julgamos adequados para pôr em evidência a produção científica desses autores e buscar, por meio dos debates, compreender e aprofundar seus elos de interação, proporcionando ferramentas teórico-práticas capazes de subsidiar aqueles que lutam por uma nova sociedade e uma nova escola.

Este livro está organizado em quatro partes. A PRIMEIRA PARTE, "Contribuições de Marx, Gramsci e Vigotski para a compreensão da realidade social", focaliza estudos teóricos acerca de Marx, Gramsci e Vigostki que apresentam um início de diálogo entre esses autores, tendo como referência sua fundamentação teórica mais geral.

Edmundo Fernandes Dias, com o texto "Marx e Gramsci: sua atualidade como educadores", desvela a mentalidade burguesa e suas formas de se manter no comando, ao desqualificar os processos de luta das classes subalternas. Contra a noção de igualdade abstrata, a inteligibilidade do real requer a superação das aparências, a busca da unidade na diversidade e a construção de um discurso crítico a partir do método marxista. O processo educativo deve unificar teoria e prática e intelectuais e trabalhadores na construção de novas individualidades. 

O texto "A mundialização capitalista e o conceito gramsciano de revolução passiva", de Marcos Tadeu Del Roio, parte da questão da possibilidade de se explicar o estágio atual do capitalismo por meio do conceito de revolução passiva, elaborado por Gramsci nos Cadernos do Cárcere. A resposta para esse problema pressupõe, no entanto, um outro que é a discussão do próprio conceito de revolução passiva e outros que lhe são correlatos. Por meio de uma trajetória histórica analítica, o autor problematiza os conceitos centrais gramscianos perpassando pelos principais fatos históricos que constituíram a base da sociedade contemporânea. Apenas feita uma atenta apreensão do conceito é que se pode discutir a sua aplicabilidade para os tempos atuais.

Newton Duarte em "A filosofia da práxis em Gramsci e Vigotski" questiona a pertinência da expressão "filosofia da práxis". Percorrendo diferentes traduções e significações dadas à expressão, Duarte advoga o uso da expressão "filosofia da prática" como o mais adequado para referir-se ao marxismo. Ressalta o marxismo como materialismo histórico, distinguindo "filosofia da práxis" de pragmatismo e teoria vigotskiana de interacionismo. Discute consequências importantes para a educação escolar decorrentes de interpretações indiferenciadas das teorias pedagógicas.

Em "A práxis de Gramsci e o pragmatismo de Dewey", Giovanni Semeraro traça um paralelo entre a filosofia da práxis de Gramsci e o pragmatismo de Dewey, analisando as diferenças conceituais que os situam em campos opostos: o primeiro caminhando "na direção de uma atividade teórico-política para construir a hegemonia das classes subjugadas", visando à superação da ordem existente, e o segundo concentrando-se "sobre o desenvolvimento da atividade inteligente dos indivíduos", visando à validação do pensamento liberal americano.

O texto "Marx, Gramsci e Vigotski: aproximações?", de Rosemary Dore, elege fundamentos marxistas que aproximam Gramsci e Vigotski e aspectos que os distanciam, tais como a concepção de materialismo histórico dialético. Para Gramsci é no campo das ideologias que os homens tomam consciência dos conflitos sociais. A natureza humana é concebida como conjunto das relações sociais. Os conflitos são superados no processo histórico. Questiona o entendimento de cultural e social em Vigotski, sendo apresentada a hipótese de resquícios de dualidade entre suas concepções de materialismo histórico e dialético.

Em "Educação e escola no marxismo: perspectivas" Vandeí Pinto da Silva discute possibilidades reais dos educadores marxistas atuarem em vista da transformação social. Concepções dogmáticas e idealistas paralisam a atuação dos educadores marxistas. Advoga a construção de uma pedagogia marxista referenciada na formação omnilateral, capaz de unificar teoria e prática e educação e trabalho. Se o trabalho é categoria central no marxismo, mesmo nas condições de trabalho alienado pode emergir o gérmen da transformação social.

Antonio Carlos Mazzeo no texto "Notas sobre ser e existência" discute o trabalho como sociabilidade humana. A dimensão teleológica do trabalho torna possível o rompimento com a produção voltada para a satisfação do meramente biológico, voltando-se esta para a complexidade das necessidades humanas. Nas tensões entre alienação e construção da sociabilidade pode emergir o ápice da individualidade alienada ou um novo processo de humanização, centrado na busca da essência genuinamente humana, dilacerada pelo fetiche da mercadoria.

A SEGUNDA PARTE, "Educação e trabalho", contém análises sobre as políticas educacionais na perspectiva marxista, trazendo elementos importantes para a reflexão. 

No texto "Educação no capitalismo dependente ou exclusão educacional?", Roberto Leher problematiza os fundamentos histórico-sociológicos para a real universalização da educação na sociedade capitalista. Por meio da discussão dos conceitos exclusão e inclusão, bem como dos indicadores sociais e educacionais mais gerais, em especial da juventude, o autor desnaturaliza o discurso hegemônico que preconiza os problemas educacionais como decorrência da gestão pedagógica. Ao mesmo tempo, explicita a falsa polêmica exclusão/inclusão como expressão de saídas políticas para problemas sociais ao demonstrar como essas categorias compõem a lógica do capital com interfaces diretas com a educação. 

Neusa Maria Dal Ri e Candido Giraldez Vieitez com o texto "Trabalho como princípio educativo e práxis político-pedagógica" trazem a origem do debate teórico trabalho como princípio educativo, tema controverso presente na legislação educacional brasileira. Tal debate iniciou-se com Marx e Engels no século XIX, perpassando as experiências educacionais socialistas na União Soviética, por meio de seus principais teóricos e militantes como Lênin, Krupskaya, Pistrak, Makarenko, enriquecido com o aporte de Gramsci, intelectual militante socialista contemporâneo aos soviéticos. Essa trajetória propicia a apreensão da realidade contemporânea sobre o mesmo tema, porém numa conjuntura extremamente complexa do desenvolvimento do capitalismo no século XXI, com suas contradições e possibilidades de mudanças como a experiência educacional do MST no Brasil, que se pauta no trabalho como princípio educativo.

Em "Considerações sobre a (des)politização do debate educacional brasileiro", Eduardo Magrone apresenta interessante discussão referente à despolitização do debate sobre as políticas educacionais no Brasil. Partindo do referencial teórico de Gramsci, trabalho como princípio educativo, analisa o debate acerca do sentido e dos objetivos do ensino médio na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) na década de 1990, bem como aponta os limites da posição conteudística e técnica sobre o tema em detrimento da compreensão das determinações políticas mais amplas, a qual denomina de crítica radical à forma escolar.

A TERCEIRA PARTE, "Educação e cultura", recupera uma dimensão importante e pouco explorada na perspectiva marxista ao trazer a produção da sensibilidade, da arte, como elemento fundamental da subjetividade humana. 

Regina Maria Michelotto, em seu texto "A questão metodológica e a formação do intelectual orgânico em Gramsci", discorre sobre o referencial de Antonio Gramsci, "privilegiado para pesquisadores que buscam utilizar o materialismo histórico e dialético como fundamento de suas investigações", enfatizando "o seu aspecto metodológico, subsídio para a formação dos intelectuais críticos, orgânicos à causa dos dominados, de que a criação da nova sociedade necessita." Busca, desse modo, evidenciar as contribuições do autor para pensar a atividade educativa.

O texto de Sueli Amaral Mello, "Cultura, Mediação e atividade", discute esses três conceitos à luz da Teoria Histórico-Cultural, considerando-os como "a tríade de cuja dinâmica resulta o processo de humanização, ou seja, o [...] processo de reprodução individual das qualidades humanas nas novas gerações e em cada sujeito da sociedade humana". Em sua análise, destaca as implicações pedagógicas decorrentes da apropriação de tais conceitos.

Fátima Cabral, em seu texto "Arte para pensar a vida e educar os sentidos", com base na teoria de Marx, ressalta a natureza social da criação artística, "uma dimensão essencial da vida em geral, uma dimensão do homem total [...]", um processo que resulta do trabalho humano e não da simples intuição ou inspiração. Pedagogicamente, arte e cultura são vistas como "vida pensada". 

Em "Estética musical contemporânea e musicalidade brasileira", a autora Consuelo de Paula focaliza as formas de expressão popular que aparecem na canção brasileira, falando a respeito de seu trabalho como artista - cantora e compositora musical. Sob a forma de um diálogo com o público, o texto explicita as influências da cultura popular que marcam o seu fazer artístico e põe em debate a produção musical ligada à cultura popular no seio da indústria cultural brasileira atual. 

A QUARTE PARTE, "Implicações para a formação de professores", encerra o livro com as reflexões acerca das implicações pedagógicas dos estudos da Teoria Histórico-Cultural e de suas bases teóricas para a formação profissional docente. 

Em seu texto "Educación en valores desde la reflexión grupal y la redimensión del rol del educador", Ana Luisa Segarte Iznaga e Oksana Kraftchenko Beoto consideram que "o grupo é o lugar de intermediação da estrutura social e da subjetividade, [...] da gênese e transformação da subjetividade, de onde, portanto, se realiza a formação e o crescimento pessoal-social do ser humano […]". Nesse contexto, redimensionar o papel do professor implica considerá-lo não mais como transmissor de conhecimentos tão-somente, mas como aquele que dirige a atividade conjunta dos alunos, para que sejam tomadas decisões coletivamente visando a um maior protagonismo do aluno em sua formação pessoal e social.

Lígia Márcia Martins, em seu texto "Formação de professores: desafios contemporâneos e alternativas necessárias", aponta para a "desvalorização e esvaziamento" da função docente no presente momento histórico em que "converte-se a educação em mercadoria e se desqualifica a transmissão de conhecimentos pela via da negação de sua existência objetiva". Propõe um processo formador que forneça tanto os conhecimentos teóricos, metodológicos e técnicos, como aqueles relativos às condições histórico-sociais em que se dá sua atuação profissional, com base em três eixos temáticos: ser Gente (natureza histórico-cultural do desenvolvimento humano), ser Professor (trabalho e alienação) e ser Capaz (apropriação de conhecimentos para a construção do pensamento teórico).

Stela Miller, em seu texto "Reflexões acerca da proposta bakhtiniana para uma metodologia do estudo da língua e implicações sobre a profissão docente", objetiva realizar algumas reflexões sobre a proposta feita por Mikhail Bakhtin, em sua obra "Marxismo e filosofia da linguagem", para o estudo da língua, e, a partir daí, pensar uma metodologia para o ensino da língua materna, bem como trazer à discussão um modo de ser do educador compatível com essa escolha metodológic


Sueli Guadelupe de Lima Mendonça
Vandeí Pinto da Silva
Stela Miller

Referências 



  • DEL ROIO, M. Os prismas de Gramsci: a fórmula política da frente única (1919-1926). São Paulo: Xamã, 2005.

  • GRAMSCI, A. Cadernos do Cárcere. 3. ed. Tradução de Carlos Nelson Coutinho; co-edição, Luis Sérgio Henrique e Marcos Aurélio Nogueira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. v. 2.

  • IAROSHEVSKI, M.; GURGUENIDZE, G. Epílogo. 2. ed. In: VYGOTSKI, L. S. Obras escogidas. Tradução de José María Bravo. Madri: Visor, 1997. v. 1. p. 451-477.

  • MARX, K., ENGELS, F. A ideologia alemã. Tradução de José Carlos Bruni e Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: Grijalbo, 1977.

  • VIGOTSKI, L.S. Teoria e método em psicologia. 3. ed. Tradução de Cláudia Berliner. São Paulo: Martins Fontes, 2004.


 



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SUMÁRIO 

  • APRESENTAÇÃO Sueli Guadelupe de Lima Mendonça, Vandeí Pinto da Silva e Stela Miller
  • PRIMEIRA PARTE: CONTRIBUIÇÕES DE MARX, GRAMSCI E VIGOSTSKI PARA A COMPREENSÃO DA REALIDADE SOCIAL
  • Marx e Gramsci: sua atualidade como educadores Edmundo Fernandes Dias 
  • A mundialização capitalista e o conceito gramsciano de revolução passiva Marcos Tadeu Del Roio
  • A filosofia da práxis em Gramsci e Vigotski  Newton Duarte
  • A práxis de Gramsci e a experiência de Dewey Giovanni Semeraro
  • Marx, Gramsci e Vigotski: aproximações? Rosemary Dore 
  • Educação e escola no marxismo: perspectivas Vandeí Pinto da Silva
  • Notas sobre ser e existência Antônio Carlos Mazzeo
  • SEGUNDA PARTE: EDUCAÇÃO E TRABALHO
  • Educação no capitalismo dependente ou exclusão educacional? Roberto Leher
  • Trabalho como princípio educativo e práxis político-pedagógica Neusa Maria Dal Ri e Candido Giraldez Vieitez 
  • Considerações sobre a (des)politização do debate educacional brasileiro Eduardo Magrone 
  • TERCEIRA PARTE:
  • EDUCAÇÃO E CULTURA
  • Os intelectuais e a crítica da cultura Regina Maria Michelotto 
  • Cultura, mediação e atividade Suely Amaral Mello 
  • Arte para pensar a vida e educar os sentidos Fátima Cabral 
  • Estética musical contemporânea e musicalidade brasileira Consuelo de Paula 
  • QUARTA PARTE: IMPLICAÇÕES PARA A FORMAÇÃO DE PROFESSORES
  • Educación en valores desde la reflexión grupal y la redimensión del rol del educador Ana Luisa Segarte Iznaga e Oksana Kraftchenko Beoto 
  • Formação de professores: desafios contemporâneos e alternativas necessárias Lígia Márcia Martins 
  • Reflexões acerca da proposta bakhtiniana para uma metodologia do estudo da língua e implicações sobre a profissão docente Stela Miller
  • Autores 

 

 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Sueli G. de L. Mendonça, Vandeí Pinto da Silva & Stela Miller - orgs.
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 978-85-86305-98-6
Área (s) / Assunto (s) Filosofia da educação, Sociologia da educação, Psicologia da educação, Formação de educadores, Formação humana.
Edição / Ano 2ª / 2012
Nº de Páginas 492
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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