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ORIENTAÇÃO DE DISSERTAÇÕES E TESES: em que consiste?

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Sueli Mazzilli 


Na perspectiva de tomar uma dimensão pouco explorada do trabalho docente, Sueli Mazzilli, autora desse livro, explora o processo de orientação de trabalhos investigativos como objeto de estudo. Onde, porém, se aprende esse exercício? Como os professores orientadores aprendem a exercitar tão complexa ação? Pode ser ela tratada como uma dimensão da docência? Como vivemos esse ensino?
Questões como essas estimularam Sueli a mergulhar no tema e aprofundar suas relações. Se as atividades e práticas relacionadas à orientação foram chaves no contexto desse estudo, elas encaminharam uma decorrente reflexão relacionada a outro espaço acadêmico de significativas aprendizagens: as bancas de avaliação das dissertações e teses, assumindo que as bancas fazem parte do processo de orientação. Essa abordagem dá significativa originalidade às reflexões, pois esta é uma mirada muito pouco contemplada nas análises dos processos formativos nos espaços da pós-graduação.
Fica evidente nas análises da autora que a orientação de dissertações e teses envolve saberes de diferentes naturezas e que os professores vão construindo um estilo próprio de realizar suas ações. Entretanto também fica explicitado que recorrem a saberes de natureza cognitiva instrumental, de natureza estético-expressiva e de natureza emocional-afetiva para levar adiante suas intencionalidades. 
A iniciativa do estudo é muito bem vinda. Sinto-me honrada por ter acompanhado sua produção na condição de orientadora. 

Maria Isabel da Cunha


Esta edição recebeu apoio da CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, por meio do PROCAD - Programa Nacional de Cooperação Acadêmica.


 






 


PREFÁCIO

A produção acadêmica sobre a educação superior está em expansão e representa uma necessidade da área para alimentar os debates sobre os desafios que esse nível de ensino apresenta para os educadores e para a sociedade em geral. As dimensões do ensino, pesquisa e extensão ainda estão desafiando o processo de indissociabilidade e sua repercussão nas atividades acadêmicas cotidianas. A perspectiva epistemológica da modernidade pouco contribuiu para diminuir as fronteiras que dificultam a compreensão do ato de educar na perspectiva da totalidade, em que o processo de construção da cidadania se coloca como principal. Os docentes são pesquisadores qualificados e capazes de gerar conhecimentos na sua especialidade. Entretanto enfrentam muitas atividades acadêmicas para as quais não foram sistematicamente preparados. Entre estas atividades está a docência, nela entendida a capacidade de proporcionar ao aluno condições de autonomia e capacidade de gerar seu próprio conhecimento.
A docência pode ser compreendida em suas múltiplas dimensões. A mais universal nos remete à aula e à condição de estar em contato com um grupo de estudantes. A complexidade da docência tem sido assumida no contexto contemporâneo, entendendo que há múltiplos saberes que precisam ser acionados nessa importante ação. São visíveis as transformações estruturais e tecnológicas que atingem a educação superior. Exigem elas saberes e sensibilidades diferenciadas para transitar na complexidade dos processos educativos que respondam às demandas da sociedade e dos educandos.
Quais são os desafios, então, para pensar as práticas de ensinar e aprender na universidade? Quão diversificadas são as exigências do exercício da docência?
Na perspectiva de tomar uma dimensão pouco explorada do trabalho docente, Sueli Mazzilli, autora desse livro, explora o processo de orientação de trabalhos investigativos como objeto de estudo. Entende a autora que esse fazer relacionado à orientação de dissertações e teses, no âmbito da pós-graduação, constitui-se numa forma particular de docência. Nela há um acompanhamento do estudante com vistas a uma produção autônoma e original. Exige, do professor orientador, uma sensibilidade especial para compreender e respeitar as opções e trajetórias de seu aluno, aliada a uma segura palavra que construa pistas para o percurso do futuro pesquisador. Trata-se de um movimento alternado de presenças e ausências, de palavras e silêncios que provocam o amadurecimento e a condição de autoria do estudante. Há um tênue limiar entre ser porto seguro e deixar o barco navegar com rumo próprio.
Onde, porém, se aprende esse exercício? Como os professores orientadores aprendem a exercitar tão complexa ação? Pode ser ela tratada como uma dimensão da docência? Como vivemos esse ensino?
Questões como essas estimularam Sueli a mergulhar no tema e aprofundar suas relações. Como parte de um estágio de pós-doutorado, dedicou-se a analisar o assunto através de estudos conexos, com vistas a mapear as informações e reflexões já existentes. Para tal, além de identificar pesquisas sobre o tema, fez uma incursão nas políticas que vêm regulando a pós-graduação no Brasil. Escolheu o espaço da pós-graduação em Educação com vistas a um recorte que possa contribuir com seus pares e com os Programas de sua área. Assumiu que, além das políticas gerais, há culturas próprias dos campos científicos e que fazem parte das práticas arraigadas nos sujeitos e nos contextos educativos.
Partindo do pressuposto de que a escrita de uma dissertação ou tese faz parte da proposta curricular de um Programa de Pós-Graduação, procurou analisar os processos de orientação numa perspectiva pedagógica, que se inserem num contexto de complexa aprendizagem. Para tanto entrevistou professores pesquisadores com reconhecida trajetória em dois Programas de Pós-Graduação com o sentido de ouvi-los, construindo narrativas repletas de descrições objetivas, mas, também, de subjetividades em ação. Os professores afirmaram suas trajetórias de aprendizagem na arte de orientar, relembrando passagens de suas vidas e das aprendizagens que também fizeram com seus orientadores. Afirmaram que essa ação se constituiu numa extensão da docência e que a foram moldando na experiência com seus orientandos. A reflexão, porém, através das múltiplas contribuições, possibilitou à autora a condição de extrair dimensões interessantes para ampliar a compreensão do fenômeno e de suas implicações.
Se as atividades e práticas relacionadas à orientação foram chaves no contexto desse estudo, elas encaminharam uma decorrente reflexão relacionada a outro espaço acadêmico de significativas aprendizagens: as bancas de avaliação das dissertações e teses, assumindo que as bancas fazem parte do processo de orientação. Essa abordagem dá significativa originalidade às reflexões, pois esta é uma mirada muito pouco contemplada nas análises dos processos formativos nos espaços da pós-graduação.
Fica evidente nas análises da autora que a orientação de dissertações e teses envolve saberes de diferentes naturezas e que os professores vão construindo um estilo próprio de realizar suas ações. Entretanto também fica explicitado que recorrem a saberes de natureza cognitiva instrumental, de natureza estético-expressiva e de natureza emocional-afetiva para levar adiante suas intencionalidades. Compreendem que os alunos não são apenas cérebro e memória. São pessoas culturalmente situadas, com aspirações e representações da realidade que definem suas expectativas e possibilidades. São portadores de saberes que precisam ser levados em conta e, se necessário, ressignificados. 
A iniciativa do estudo é muito bem vinda. A ela se soma o compromisso e a responsabilidade de Sueli com a abordagem do tema. Sinto-me honrada por ter acompanhado sua produção na condição de orientadora de seu estágio de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. É preciso sensibilidade e investimento para consolidar processos que produzam produtos como esse livro. Nesse contexto, a pesquisa e a reflexão sistemática sobre nossas práticas são instrumentais interessantes, pois, respeitando os valores acadêmicos, nos ajudarão a produzir conhecimentos com significado. E esse é um desafio para todos.

Maria Isabel da Cunha
Setembro/2009


 



capa

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Detalhes

SUMÁRIO

  • PREFÁCIO 
  • APRESENTAÇÃO 
  • UNIVERSIDADE E SOCIEDADE: ALGUNS APONTAMENTOS 
  • PÓS-GRADUAÇÃO NO BRASIL 
  • Políticas e práticas de avaliação da pós-graduação 
  • Pós-graduação em Educação: demarcações de uma área de conhecimento 
  • ORIENTAR: EM QUE CONSISTE? 
  • Orientação como elemento curricular 
  • Currículo e contexto dos programas como elementos formativos
  • Modalidades de orientação: individual, coletiva, grupos de pesquisa 
  • Bancas examinadoras e o papel do orientador 
  • Orientar: a que se destina? 
  • Tensões e avanços 
  • CONSIDERAÇÕES FINAIS 
  • REFERÊNCIAS 

 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Sueli Mazzilli
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 978-85-86305-80-1
Área (s) / Assunto (s) Ensino Superior, Pós-Graduação, Avaliação de dissertações e teses, Orientação de pesquisas, Formação de pesquisadores.
Edição / Ano 1ª / 2009
Nº de Páginas 136
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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