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PEDAGOGIA UNIVERSITÁRIA: energias emancipatórias em tempos neoliberais

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Maria Isabel da Cunha - org.


Compreender a tensão entre a condição de professores e estudantes universitários que atuam na contramão dos processos hegemônicos de regulação, de reconfiguração do estado e globalização, foi a intenção dos estudos aqui reunidos.
Para tanto, os autores investigaram e relatam processos de ensinar e aprender em várias áreas de formação com perspectivas de emancipação, estimuladoras no sentido da mudança, abordando o significado e profundidade para os sujeitos neles envolvidos.


 






 


Apresentação: 

No empenho de compreender como vem se dando a tensão entre a condição dos professores e dos estudantes que enfrentam o desafio da ruptura paradigmática e atuam na contramão dos processos hegemônicos de regulação foi desenvolvida uma pesquisa em duas Instituições Universitárias no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Uma delas configura-se como uma universidade confessional jesuíta e a outra faz parte do sistema federal de educação superior. Ainda que as histórias e contextos das duas IES sejam definidores de projetos e subjetividades próprias, ambas se assemelham na constituição temporal, pois foram criadas há menos de quarenta anos percorrendo, pois, uma trajetória similar em termos de impactos das políticas educacionais. Atravessaram a reconstrução democrática do país e estão incluídas na reconfiguração do Estado decorrente do fenômeno da globalização.
O objetivo do estudo foi compreender os processos de ensinar e aprender que apresentam perspectivas de emancipação, entendidas como estimuladoras de intervenções compromissadas com as rupturas que atuam no sentido da mudança. Esses processos não são medidos pelo tamanho e abrangência, mas sim pela profundidade e significado que têm para os sujeitos envolvidos. São difíceis de se dimensionar objetivamente, pois atuam nos espaços de subjetividade e necessitam um tempo de maturação para poder produzir efeitos, que podem ser múltiplos e heterogêneos.
O estudo indicou que, se as políticas de cunho neoliberal (Chauí, 2000) incidem na organização dos sistemas de ensino, objetivos da educação superior, formas de gestão e valores pedagógicos, também provocam um impacto na concepção de docência na universidade. Entretanto, na compreensão dialética das relações humanas, há nichos acadêmicos que abrigam práticas pedagógicas de cursos, professores e estudantes, que se contrapõem ao modelo dominante. Infere-se, ainda, que o ambiente institucional vem sendo fortemente atingido pela racionalidade instrumental que retorna aos discursos acadêmicos com outras roupagens e dispositivos de argumentação. É evidente o encolhimento do valor das práticas alternativas, em prol de padrões generalizáveis de sucesso, exteriorizados por resultados quantificáveis. O desprestígio do conhecimento pedagógico que, de outra forma poderia alavancar iniciativas inovadoras, na acepção que estamos adotando nesse estudo, é decorrente e, ao mesmo tempo, parte do processo de regulação. Essa pesquisa quis ser, como outras por nós anteriormente desenvolvidas, uma forma também de resistência. Resistência que insiste em crer que é possível uma educação emancipatória e solidária, que reconheça a diferença para chegar à igualdade.
A descrição do processo e do produto da investigação realizada se apresenta em forma de estudos. Essa forma de produção favorece a leitura em separado de cada estudo (em geral um capítulo) e, ao mesmo tempo, implica numa continuidade para aqueles que se interessam pela produção como um todo.
O primeiro estudo traz a reflexão sobre a universidade, seus desafios políticos e epistemológicos. A perspectiva da inovação, na perspectiva da ruptura paradigmática, é apresentada a partir dos referenciais teóricos que sustentaram a trajetória investigativa. Explora-se a condição do magistério na educação superior, incluindo as crises da profissão docente com repercussões sobre os saberes necessários ao seu exercício.
O segundo estudo relata, de forma sucinta, os principais eixos que orientaram a pesquisa e o exercício de realizá-la "em muitas mãos", incluindo os procedimentos de coleta dos dados e a definição dos interlocutores preferenciais. Através das questões de pesquisa é possível identificar os aspectos valorizados pelo estudo e sua forma de abordagem. Traz o depoimento dos coordenadores de Curso como parceiros da colheita, ajudando a identificar as concepções e os lugares da inovação. Discute as representações desse conceito entre os interlocutores e quais as condições propiciadoras de seu desenvolvimento. 
O terceiro estudo, denominado "Alguns caminhos para compreender o processo da inovação", aprofunda as percepções dos professores sobre as inovações, procurando as articulações teóricas que as sustentam. Analisam se a trajetória dos docentes enquanto estudantes são inspiradoras de suas práticas e como percebem os estudantes que hoje freqüentam suas classes, na sua disponibilidade para as inovações.
O quarto estudo traz a descrição das experiências inovadoras desenvolvidas pelos docentes e seus alunos, no âmbito de oito Cursos de Graduação. Retomam-se as categorias de análise delimitadas para a pesquisa a partir das contribuições teóricas de Sousa Santos, Lucarelli, Leite e Cunha e com elas é feito o cotejamento das práticas descritas. As análises sugerem que a inovação é tarefa dos que estão convencidos de que a ordem habitual e rotineira do ensino deve ser alterada por novas formas de comunicação didática, por novas formas de compreender o mundo e exercer a docência.
O quinto estudo toma como central a análise dos impasses e desafios para o desenvolvimento de experiências inovadoras. Essas exigem condições objetivas mas, também, acionam subjetividades e são decorrentes de valores e trajetórias dos sujeitos que as protagonizam. Nessa perspectiva, a disposição para o trabalho de partilha e a humildade frente ao conhecimento são condições chaves e estão inseridas numa compreensão diferenciada de conhecimento, que inclui a dúvida como um pressuposto e esperança como um referente.
O sexto e último estudo analisa os alunos como parceiros e os processos de adesão e resistência às inovações que os movem no espaço de sala de aula. São analisadas, também, as condições que incentivariam a iniciativa dos professores na direção da inovação paradigmática. Uma delas refere-se aos processos de formação desses docentes que recuam na condição teórica que os ajudem a sustentar suas opções e práticas. Outra se refere aos currículos dos Cursos e a relação teoria-prática como eixo da mudança do paradigma epistemológico almejado.
Por fim há uma reflexão de fechamento dos estudos explicitando o compromisso do Grupo de Pesquisa com a construção de uma pedagogia da inovação e com o incentivo a políticas propositivas que valorizem os saberes docentes e as práticas pedagógicas que mantenham compromisso com a diversidade e a possibilidade criativa, alicerçadas em processos coletivos de produção.

Maria Isabel da Cunha




 



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Detalhes

SUMÁRIO

  • APRESENTAÇÃO
  • ESTUDO UM 
  • A UNIVERSIDADE: DESAFIOS POLÍTICOS E EPISTEMOLÓGICOS Maria Isabel da Cunha
  • ESTUDO DOIS 
  • TRILHAS INVESTIGATIVAS: LOCALIZANDO A INOVAÇÃO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DA UNIVERSIDADE Maria Isabel da Cunha e Rosane Wolff
  • ESTUDO TRÊS 
  • ALGUNS CAMINHOS PARA COMPREENDER O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA INOVAÇÃO Mari Margarete dos Santos Forster, Marly Therezinha Mallmann, Sônia Isabel Dondonis Daudt, Maurício Cesar Fagundes e Heloiza Rodrigues
  • ESTUDO QUATRO 
  • AS EXPERIÊNCIAS E SUAS CARACTERÍSTICAS: A INOVAÇÃO COMO POSSIBILIDADE Maria Isabel da Cunha, Michele Aline de Azevedo, Gildo Volpato, Beatriz Maria Atrib Zanchet e Heloiza Rodrigues
  • ESTUDO CINCO 
  • PEDAGOGIA UNIVERSITÁRIA: REFLETINDO SOBRE OS IMPASSES E DESAFIOS PARA A EXPERIÊNCIA INOVADORA Beatriz Maria Atrib Zanchet, Cleoni Maria Fernandes e Sheila Eskeff Konarzewski
  • ESTUDO SEIS 
  • OS ALUNOS COMO PARCEIROS: ADESÕES E RESISTÊNCIAS ÀS INOVAÇÕES NO ESPAÇO DE SALA DE AULA Cecilia Luiza Broilo, Maísa Beltrame Pedroso e Evanilda de Andrade Teixeira Fraga
  • ESTUDO SETE 
  • MAIS UMA ETAPA INVESTIGATIVA SE CONCLUI: CONSTRUINDO UMA PEDAGOGIA DA INOVAÇÃO Maria Isabel da Cunha
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 


Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Maria Isabel da Cunha - org.
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 85-86305-37-5
Área (s) / Assunto (s) Ensino superior, Formação no ensino superior, Pesquisa com professores e estudantes, Processos de ensino, Processos de aprendizagem, Formação de educadores, Filosofia da educação.
Edição / Ano 1ª / 2006
Nº de Páginas 144
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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