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PSICODRAMA, TELEVISÃO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES

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Heloísa Dupas Penteado


Este livro é escrito por uma pesquisadora do campo da Educação e Comunicação, educadora com experiência docente nos diferentes níveis de ensino e na formação de professores.
O maior desejo/sonho com a produção deste livro, além de visar o envolvimento da comunidade psicodramática para o importante poder sócio-pedagógico do telepsicodrama, é o de que o uso do telepsicodrama na prática docente, pela criação de vínculos entre o ensino escolar e as questões significativas para professores compromissados com a "vivificação da escola", possa colaborar com qualificação da vida de nossos alunos. E que na sociedade tecnológica em que vivemos o telepsicodrama conquiste o espaço que merece na construção de uma mídia televisual verdadeiramente compromissada com a formação de nossa juventude.


 


 


 




 


 


Apresentação: 

Este livro é escrito por uma pesquisadora do campo da Educação e Comunicação, educadora com experiência docente nos diferentes níveis de ensino e na formação de professores.

Versa sobre o telepsicodrama sócio-educativo, produto cultural novo. E por ser novo é preciso fazer dele uma breve apresentação inicial para situar o leitor nos temas aqui abordados. Será, pois, da perspectiva de um educador que ele será aqui focalizado.

Trata-se da gravação de um psicodrama em vídeo com qualidade de exposição em canais abertos de TV. Tem por meta estender os benefícios do método psicodramático para público mais amplo do que aquele diretamente envolvido na psicodramatização gravada.

O criador do método psicodramático, de onde o telepsicodrama provém, é o médico e pesquisador austríaco, Jacob Levi Moreno, que com este recurso trabalhava a recuperação da espontaneidade humana, essência da capacidade do ato criador, indispensável à resolução humana dos conflitos da vida em suas diferentes manifestações: política, social, econômica, doméstica, pessoal, educacional.

Utilizado nas áreas da pesquisa, do ensino e da saúde, o psicodrama fundamenta-se em três campos de conhecimento: o da sociologia, da psicologia e da dramaturgia. Introduz o ato dramático criado pelo próprio ator, que, orientado pelo diretor psicodramático, busca na relação entre os padrões sociais de comportamento e as vivências psico-sociais dos papéis (desempenho pessoal de papéis), alternativas de respostas para uma conduta humana criativa, saudável e mais feliz.

O surgimento da televisão levou Moreno, na década de 40 do século XX a propor, nos Estados Unidos da América do Norte, para onde migrara em 1925, o telepsicodrama.

A inexistência, na época, da tecnologia de vídeo, impediu que fosse levado ao vivo, na TV, um programa com um roteiro em aberto, já que os papéis desempenhados eram criados no momento de sua execução, pelos atores, no ato dramático.

Com o surgimento da tecnologia do vídeo, a proposta de Moreno é retomada, entre nós, pelo psiquiatra e psicanalista Dr. Ronaldo Pamplona Teixeira da Costa.

No ano 2000, de encerramento do século XX, a produção do telepsicodrama foi proposta em um projeto de pesquisa cuja elaboração e coordenação couberam a mim, tendo a coordenação da produção e a direção do telepsicodrama ficado a cargo do referido psiquiatra e psicodramatista.

A participação nesta pesquisa, como coordenadora e como assessora pedagógica deste projeto, vem me possibilitando constatar conhecimentos, que vêm sendo tecidos ao longo deste trabalho, muito importantes para o campo da educação e da pesquisa em ensino, o que me leva a registrá-los neste livro.

É destinado a todos aqueles que acreditam na capacidade criativa do ser humano e na possibilidade de seu desenvolvimento pela recuperação da espontaneidade do homem, e na possibilidade de usar os recursos midiáticos da TV para a qualificação da vida humana.

Situa-se no campo de interesse de todos aqueles que atuam profissionalmente na área do comportamento humano.Dentre estes destaco os professores, pela oportunidade, que a convivência com jovens, na cotidianidade da vida escolar, oferece a esses profissionais, de intervenção construtiva e significativa na vida nossos alunos. 

Sempre voltados à importância do desenvolvimento da criatividade humana, os professores têm sentido a cada dia repercussões da alta exposição de nossos alunos à TV. Algumas delas inibidoras da criatividade, reforçadoras de esteriótipos e de preconceitos. Outras, estimuladoras da comunicação, colidindo com a ordem escolar engessada, remanescente do modelo tradicional de ensino.

A pequena, ou praticamente inexistente presença da pedagogia Moreniana, com sua metodologia de recuperação da espontaneidade e estimuladora da criatividade, nos currículos de formação inicial de professores, e a tardia e lenta incorporação no ensino da Alfabetização e Leitura Crítica das Mídias, especialmente da TV, respondem pelo desalento que abate os professores, diante dos "novos" alunos.

Por esta razão este livro destina-se com especial destaque aos formadores de professores, professores universitários de Didática, Metodologia e Prática de Ensino, com o desejo de que a importância da relação entre comunicação intrapessoal e interpessoal no desabrochar da espontaneidade humana se esclareça, no exercício da Pedagogia Moreniana. E que com isso o tão propalado conceito de criatividade humana alcance a dimensão comportamental das relações humanas significativas e potencializadoras. E desse modo contribua para a criação de férteis percursos didáticos por nossos professores.

O livro, na verdade, trata de desdobramentos de idéias embrionárias contidas no projeto de pesquisa que foram se esclarecendo ao longo do processo. Resulta da reunião de artigos que foram escritos em diferentes momentos, ao longo da produção do telepsicodrama e da pesquisa com educadores, para registrar os conhecimentos decorrentes dessas práticas, com o intuito de clarear pontos importantes para a compreensão do método telepsicodramático. Por essa razão algumas idéias e/ou informações encontram-se repetidas em vários capítulos. Por se tratar de um produto cultural novo, houve-se por bem mantê-las, a fim de facilitar a leitura compreensiva do texto no ato, evitando retornos de páginas à busca de esclarecimentos.

No primeiro capítulo - Descobrindo a face pedagógica do método psicodramático - relato meu encontro com o método psicodramático e minha descoberta de suas propriedades didático-pedagógicas, vivência que imbrica questões pessoais, de vida e profissionais, o que me permitiu compreender a importância dessas dimensões na formação do professor, já destacadas por Nóvoa (1992).

No segundo capítulo – O que é e o que não é o telepsicodrama - procuro distinguir o telepsicodrama de outras formas de ação dramática, com a finalidade de destacar especificidades que o ligam ao psicodrama e que possibilitem distinguí-lo de outras formas de dramatização que possam vir a ser, ou indevidamente assim denominadas, ou mesmo com ele confundidas .

O terceiro capítulo - O projeto de pesquisa – versa sobre o projeto de pesquisa que originou a produção do primeiro piloto de telepsicodrama sócio-educativo, sobre a investigação, junto a informantes significativos, e sobre sua validade educativa e formadora.

O quarto capítulo – Do psicodrama ao telepsicodrama: um percurso histórico - indica algumas alterações técnico/metodológicas do modo de produção do telepsicodrama em relação ao psicodrama, que repercutem no alcance do poder educativo e formativo do método.

O quinto capítulo – Telepsicodrama, pedagogia e terapia - busca elucidar as inter-relações entre os conceitos de psicodrama, pedagogia e terapia, em suas implicações e complementaridades, procurando clarear suas difusas fronteiras, e melhor situá-las na perspectiva da interdisciplinaridade, exigida pelos atuais paradigmas da ciência.

O sexto capítulo - Conhecimento, psicodrama, e telepsicodrama - procura situar as relações que se pode estabelecer com o conhecimento a partir do telepsicodrama e do psicodrama, do qual aquele provém.


No sétimo capítulo - Telepsicodrama e metodologia de ensino: uma conversa com professores - a partir de dados recolhidos durante a pesquisa com professores, lidamos com duas questões fundamentais apresentadas por eles, para o uso do telepsicodrama como recurso didático no ensino escolar.São elas: 1- Por que trabalhar com telepsicodrama na escola? 2- Por que trabalhar com o tema por ele focalizado, ou seja, com AIDS, no caso do telepsicodrama aqui focalizado?

O oitavo capítulo - A pesquisa sobre telepsicodrama em construção e a formação inicial de professores - apresenta resultados de pesquisa com professores do ensino fundamental e do ensino médio, com alunos em cursos de formação inicial de professores e uma incipiente experiência com alunos do ensino médio. Todas elas convergindo para a recomendação da introdução da metodologia psicodramática nas práticas pedagógicas de diferentes níveis de ensino.

O nono capítulo - Telepsicodrama não é conserva cultural - focaliza questões relativas à conserva e à transformação cultural e constitui-se a partir de duas valiosas conversas: com o psicólogo e psicodramatista Carlos Borba, que alertou para a importância do conceito de obra aberta de Ecco (1969), que nos permitiram distinguir o potencial educativo transformador desse novo produto cultural; e com o vídeo-produtor Max..Alvim, que encaminhou uma cuidadosa reflexão sobre o papel da emoção nas possibilidades criativas da TV.

O maior desejo/sonho com a produção deste livro, além de visar o envolvimento da comunidade psicodramática para o importante poder sócio-pedagógico do telepsicodrama, é o de que o uso do telepsicodrama na prática docente, pela criação de vínculos entre o ensino escolar e as questões significativas para a professores compromissados com a "vivificação da escola", possa colaborar com qualificação da vida de nossos alunos. E que na sociedade tecnológica em que vivemos o telepsicodrama conquiste o espaço que merece na construção de uma mídia televisual verdadeiramente compromissada com a formação de nossa juventude.




 



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Detalhes

SUMÁRIO

  • Apresentação 
  • Capítulo 1 – Descobrindo a face pedagógica do método psicodramático 
  • Capítulo 2 – O que é e o que não é o telepsicodrama 
  • Capítulo 3 - Sobre o projeto de pesquisa 
  • Capítulo 4 – Do psicodrama ao telepsicodrama: um percurso histórico 
  • Capítulo 5 – Psicodrama, pedagogia, terapia 
  • Capítulo 6 – Conhecimento, psicodrama e telepsicodrama 
  • Capítulo 7 – Telepsicodrama e educação escolar: uma conversa entre professores 
  • Capítulo 8 – A pesquisa sobre o telepsicodrama em construção e a formação inicial de professores 
  • Capítulo 9 – Telepsicodrama não é conserva cultural 
  • Notas explicativas 
  • Referências Bibliográficas

 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Heloísa Dupas Penteado
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 978-85-86305-50-4
Área (s) / Assunto (s) Recurso Didático; Educação e Comunicação; Psicodrama; Formação de Professores; Uso de Televisão.
Edição / Ano 1ª / 2007
Nº de Páginas 168
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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