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TERRITÓRIOS DA INFÂNCIA: linguagens, tempos e relações para uma pedagogia para as crianças pequenas

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Ana Lúcia Goulart de Faria & Suely Amaral Mello - orgs.


Este livro traz os debates do IV Seminário Linguagens na Educação Infantil realizado no XV COLE - Congresso de Leitura do Brasil.
Esses debates aprofundam reflexões em pauta nos dias atuais sobre as práticas da educação infantil, especialmente enfocando o papel das professoras e dos professores, suas concepções e suas intenções na estruturação de relações com as crianças, na organização de espaços e tempos, na proposição de atividades e condições de produção das culturas infantis entre as crianças... enfim, na articulação das diferentes linguagens pelas quais se estabelece a interlocução do coletivo das crianças pequenas com a cultura constituída e, dialeticamente, se estabelece a possibilidade da interferência infantil nessa cultura. Conforme lembra Marx, "o homem faz a história em condições dadas."


 


 






 


 


Apresentação: 

É preciso ser muito grande para levar a sério as coisas dos/das pequenos/as.


Ana Lúcia Goulart de Faria

A rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
[...]

(Vinicius de Moraes. In: Antologia Poética. São Paulo: Companhia das letras, 1992)

Este livro é o produto escrito do IV seminário "Linguagens na Educação infantil" realizado no XV COLE-Congresso de Leitura, na Unicamp em 2005, cuja temática esteva pautada na poesia de Vinicius de Moraes, Rosa de Hiroshima.
Além das tantas sessões de comunicação, o seminário constou de três mesas-redondas, uma conferência de abertura pelo Professor Carlos Miranda que mostrou sua pesquisa sobre "Comenius e o silêncio da imaginação" e o encerramento com as palavras poéticas de nossa ouvidora, Professora Suely Amaral Mello.Tudo ora publicado, menos a apresentação de Rita Coelho e de Teca Mayer (essa, no entanto, publicou sua apresentação realizada no nosso seminário do Cole de 2003 no livro organizado também por mim e por Suely Mello "O mundo da escrita no universo da pequena infância" pela Editora Autores Associados). Mostro aqui a composição das mesas:
Mesa-redonda: O tempo e o espaço da produção da diferença vs. a inclusão que exclui. Quem lê, o quê, onde?
Eliana Briense Jorge Cunha: Preconceitos a serem demolidos superando a patologização das diferenças: os comprometimentos fisiológicos impedem a produção das culturas infantis?
Beatriz Angélica Alcântara Cardoso: A produção da "deficiência" do ponto de vista das crianças
Ana Beatriz Goulart de Faria :A descoberta do mundo: a experiência de lugar, do berço à cidade
Mesa-redonda: Infância e cultura escrita
Sonia Larrubia Valverde : As múltiplas linguagens: encorajar a ler 
Rita de Cássia F. Coelho (Movimento Inter-Fóruns de Educação Infantil do Brasil-MIEIB): 
Múltiplas políticas: por uma política integrada para a infância
Eliana Pires: A primeira formação do leitor e a formação das profissionais de educação infantil
Mesa-redonda: O fascínio indiscreto das palavras (os números, os desenhos, as tatuagens,os movimentos, a dança, a música)
Antonio Miguel: A cultura matemática, a beleza e a cultura escolar. (Para entender o mundo temos que reconhecer que a matemática e a poesia têm a mesma origem. Escher)
Marcia Aparecida Gobbi: Criança pequena e desenho: quando o oral e o escrito se encontram
Tereza Maher (IEL- UNICAMP): Leitura e cultura: o que os índios têm a nos ensinar
Vale esclarecer que no folder consta a professora Helena Freitas que não podendo estar presente indicou Eliana Pires que também produziu o texto e Beatriz Angélica que não podendo estar presente pediu que sua companheira de mesa Eliana Cunha lesse sua contribuição e ambas elaboraram o texto que ora publicamos.A originalidade da apresentação da arquiteta Bia Goulart nos obrigou a solicitar que ao invés de elaborar um texto como todos/as, que ela fizesse para o presente livro uma bibliografia comentada sobre arquitetura, infância e cidade: a Pedagogia do Lugar. Destaco o texto do Professor Antonio Miguel que articula linguagens verbais e não-verbais (a poesia, a matemática e a música) de forma poética, brilhante! convidando as professoras e educadoras da educação infantil a fazer a pergunta: porque não me ensinaram assim? quem é que fez ficar como está a matemática na escola? 
Estava prevista a participação do professor italiano da Universidade de Firenze que impedido de comparecer deu uma entrevista para a revista Pátio-educação infantil publicada no n.8 de 2005 sobre a leitura entre as crianças pequenininhas dando continuidade ao Cole de 2003 quando a pedagogista italiana de Bologna Cristina Rizzoli desenvolveu também este tema, publicado no nosso livro "Linguagens infantis - outras formas de leitura" que faz par com o citado anteriormente. A chamada da entrevista do professor Catarsi na Pátio é " a interação precoce com os livros é a base de um desenvolvimento lingüístico rico e articulado da criança" e "quando as crianças vivem uma experiência diária com os livros, melhoram sua produção lingüística". Para não ficarmos sem uma contribuição das teorias e práticas italianas na educação infantil , pelo menos no livro, estamos publicando a proposta de trabalho do professor (maestro) da rede pública de Roma Danilo Russo para as crianças de sua turma mista (3, 4 e 5 anos de idade), em período parcial, para o ano letivo 2003-2004. Sua contribuição está principalmente em mostrar como trabalha um "maestro" que em italiano não é professor, que não dá aula e é um docente da escola da infância responsável pela educação de um coletivo infantil com idades diversas. É uma opção da escola juntamente com a escolha das famílias oferecer turmas homogêneas e turmas mistas de idade. Assim como período parcial e período integral. Curtam! Lembrem que a pré-escola italiana é de 1825, tornou-se pública, gratuita e laica em 1968 e para isso caiu um governo, e hoje, 96% das crianças de 3 a 6 anos a freqüentam mesmo sem ser obrigatória (a escola elementar italiana desde 1911 obrigatória, pública, gratuita e laica recebe crianças a partir dos 6 anos de idade).
Comecei este meu texto com parte da poesia do Vinicius de Moraes para pensarmos nas crianças mudas telepáticas e termino com parte da música "Saiba" de Arnaldo Antunes cantada durante a segunda mesa-redonda na apresentação de Rita Coelho quando discutia o financiamento da política educacional e a luta pela verba própria para a educação infantil. Ela estava on-line com Helena Freitas (então secretária da educação de Campinas em exercício) que estava em Brasília no momento em que o movimento das ‘fraldas pintadas’ reivindicava a inclusão das creches no fundeb.
O XV Cole e o nosso seminário foram muito proveitosos instigando a escolha da próxima temática a ser discutida na edição de 2007. Em 2003 terminamos com a pergunta: o que aprendemos com as crianças hoje? Agora em 2005 terminamos com: o que e como as crianças mais se divertem? E agora vamos para a pergunta: O que as crianças perdem quando pronunciam as primeiras palavras? Esperamos que este livro também instiga o/a leitor/a a responder essas e formular outras questões e para isso convidamos a professora Maria Carmem Barbosa (LICA) da UFRGS para fazer o prefácio desse livro convictas de que seu pensamento, sua militância na educação infantil e suas palavras problematizadoras nos levem a quebrar as armadilhas rumo ao próximo COLE: cultura lúdica e culturas (no plural) da escrita sem antagonismo na formação docente para a infância de 0-10 anos.

Saiba

Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Sadam Hussein
Quem tem grana e quem não tem
Saiba: todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda,Galileu
E também você e eu
[...]
Saiba: todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao Tsé, Moisés, Ramsés, Pelé
Ghandi, Mike Tyson,Salomé
Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara,Pinochet
E também eu e você



capa

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Detalhes

  • SUMÁRIO
  • Prefácio Maria Carmem Barbosa
  • Apresentação Ana Lúcia Goulart de Faria
  • Abertura 
  • Comenius e o silêncio da imaginação Carlos Eduardo Albuquerque Miranda
  • Debate 1 
  • As múltiplas linguagens: encorajar a ler Sonia Larrubia Valverde
  • Debate 2 
  • O primeiro leitor e a formação das profissionais da educação infantil Eliana Aparecida Pires da Costa 
  • Debate 3 
  • De como ser professor sem dar aulas na escola da infância Danilo Russo Tradução de Maria de Lourdes T. Menon
  • Debate 4 
  • Preconceitos a serem demolidos superando a patologização das diferenças: os comprometimentos fisiológicos impedem a produção das culturas infantis? Beatriz Angélica Alcântara Cardoso e Eliana Briense Jorge Cunha
  • Debate 5 
  • Pedagogia do lugar: pequena coleção para colaborar na construção e ocupação dos territórios da infância
  • Ana Beatriz Goulart de Faria
  • Debate 6 
  • O fascínio indiscreto: crianças pequenininhas e a criação de desenhos Márcia Aparecida Gobbi
  • Debate 7 
  • Escher, espaços curvos e corvos: sobrepondo jogos de linguagem visual e verbal Antonio Miguel
  • Considerações finais 
  • Não fazer das palavras um atalho ao conhecimento Suely Amaral Mello
  • Organizadoras e Autores

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Ana Lúcia Goulart de Faria & Suely Amaral Mello - orgs.
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 978-85-86305-71-9
Área (s) / Assunto (s) Educação Infantil; Práticas de Educação Infantil; Formação de Educadores; Pesquisas sobre Educação Infantil.
Edição / Ano 2ª / 2009
Nº de Páginas 176
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cm x 21cm

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