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VIGOTSKI E A ESCOLA ATUAL: fundamentos teóricos e implicações pedagógicas

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Sueli Guadelupe de Lima Mendonça & Stela Miller - orgs.


Pelo conjunto de artigos que o compõem, este livro propõe-se a contribuir para a formação permanente do professor, profissional hoje pouco valorizado frente à sua responsabilidade social e intelectual. 
A qualidade da educação requer a articulação entre teoria e prática, inserindo na atividade pedagógica a intencionalidade do processo de humanização de todos os atores nela envolvidos. Além disso, sem a teoria não há compreensão da prática e de seus problemas, e sem a prática não há como se apropriar do real e transformá-lo. 
Assim, esta coletânea soma-se ao pensamento daqueles que veem na teoria histórico-cultural um caminho interessante a ser trilhado por todos os que concebem a crise como momento possível de transformação através da construção de novos sentidos e significados, no rigor conceitual dos termos, visando ao processo de humanização tão em risco na sociedade atual.


Esta edição recebeu apoio da "Cultura Acadêmica" por meio da Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Campus de Marília.


 


 


 




 


 


Apresentação: 

Os textos desta coletânea são artigos referentes a conferências e palestras proferidas durante duas jornadas do Núcleo de Ensino da Faculdade de Filosofia e Ciências - UNESP - Campus de Marília, a saber, a II Jornada, realizada de 05 a 06 de agosto de 2003, com o tema "Vygotsky (1) e a escola atual: implicações no fazer pedagógico" e a III Jornada, realizada de 19 a 22 de outubro de 2004, com o tema "A teoria histórico-cultural e a produção do conhecimento".
Esses dois eventos resultaram de um trabalho coletivo de discussão e organização realizado pelo Grupo de Pesquisa "Implicações pedagógicas da teoria histórico-cultural" e pelo Núcleo de Ensino da Faculdade de Filosofia e Ciências.
Pôr em discussão a teoria histórico-cultural e, em particular, o pensamento de um de seus principais representantes, Vigotski, foi uma opção feita pelos organizadores das referidas jornadas, para disponibilizar uma discussão aberta ao público a respeito de uma teoria que vem ampliando o debate acerca de temas fundamentais na área da psicologia do desenvolvimento, com conseqüências importantes para o encaminhamento dos processos educacionais, em especial os que se referem à educação escolar.
Embora seja o mais conhecido representante dessa teoria, Vigotski deve ser compreendido no quadro mais amplo de suas relações com dois outros teóricos, Luria e Leontiev, com os quais formava a chamada "tróica intelectual", cuja influência foi decisiva para traçar os rumos da história da psicologia soviética (2). Juntos, 

estudaram desde processos neurofisiológicos até relações entre o funcionamento intelectual e a cultura da qual os indivíduos fazem parte, trabalhando muito intensamente não só com temas de psicologia do desenvolvimento, mas também com as relações entre linguagem e pensamento. Com tal extensão teórica, sua obra traz implicações para as áreas da neurologia, psiquiatria, educação e linguagem que não podem, de forma alguma, ser ignoradas. (3)

Os fundamentos marxistas da obra de Vigotski constituem outro ponto importante a ser considerado para maior compreensão de sua produção teórica. Na busca por uma psicologia digna desse nome, dizia Vigotski, é preciso "construir uma ‘teoria mediadora’ que seja para a psicologia aquilo que o materialismo histórico é para as ciências sociais. (...) Para Vygotski, essa elaboração mediadora é a teoria histórico-cultural do psiquismo." (Grifos no original.) (4) Pela hipótese central dessa teoria, "a atividade psíquica especificamente humana seria a interiorização das relações sociais sob a forma que essas relações se revestem dentro de uma cultura dada." (Grifos no original.) (5) 
Este livro está organizado em duas partes. A PRIMEIRA PARTE focaliza os aspectos mais amplos da teoria histórico-cultural sob a denominação de "Fundamentos da teoria histórico-cultural". Inclui os artigos: "Fundamentos Filosóficos marxistas da obra Vigotskiana: a questão da categoria de atividade e algumas implicações para o trabalho educativo" de Betty Antunes de Oliveira; "Aspectos teórico-metodológicos que distanciam a perspectiva sócio-histórica vigotskiana do construtivismo piagetiano", de Sueli Terezinha Ferreira Martins e "Implicações Pedagógicas da Escola de Vigotski: algumas considerações", de Lígia Márcia Martins, artigo que faz a transição entre esta e a SEGUNDA PARTE do livro, que focaliza os aspectos mais diretamente ligados à reflexão sobre as implicações pedagógicas da teoria histórico-cultural nas áreas da docência e do currículo e, sob a denominação de "Implicações pedagógicas da Escola de Vigotski", inclui os artigos: "A mediação da psicologia histórico-cultural na atividade de professores e do psicólogo", de Elenita de R. Tanamachi; "A pedagogia histórico-crítica subsidiando a reflexão da questão cultural na educação escolar", de José Roberto B. Giardinetto; "Vigotski e o processo ensino-aprendizagem: a formação de conceitos", de Marilda Gonçalves Dias Facci; "Educação matemática e a psicologia sócio-histórica", de Adil Poloni; "Palavras grávidas e nascimentos de significados: a linguagem na escola", de Dagoberto Buim Arena; "A apropriação da escrita como um instrumento cultural complexo" e "Contribuições de Vigotski para a Educação Infantil", de Suely Amaral Mello.
A PRIMEIRA PARTE traz como primeiro artigo uma reflexão de Betty Antunes de Oliveira acerca dos "Fundamentos filosóficos marxistas da obra vigotskiana: a questão da categoria de atividade e algumas implicações para o trabalho educativo". Nele encontramos os fundamentos ontológicos e sócio-culturais da obra de Vigotski que tem como fonte original a obra de Karl Marx. A autora chama atenção para as distorções do materialismo de Marx expressas nas primeiras tentativas de fundar uma Psicologia Marxista, nos anos 20 do século passado, apresentando Vigotski como aquele que conseguiu superar a apropriação artificial desse materialismo bem como a aplicação mecanicista da lógica dialética. Na explicitação clara e significativa dos fundamentos teóricos do conceito de atividade humana é possível ir estabelecendo as relações desse conceito fundante de Marx com as reflexões sobre indivíduo e sociedade, vistos numa perspectiva complementar e não antagônica, leitura tão presente em análises reducionistas. A categoria atividade humana na psicologia de Vigotski "é uma unidade orgânica e recíproca entre teoria e prática, através da qual o homem foi criando sua própria essência, histórica e socialmente, criando, portanto, a cultura – o patrimônio cultural do gênero humano." Esse princípio vai contra as visões pedagógicas adaptativas do indivíduo ao sistema atual existente, já que "o homem se torna humano transformando a natureza para adaptá-la a si e não para o homem adaptar-se ao existente."
"Aspectos teórico-metodológicos que distanciam a perspectiva sócio-histórica vigotskiana do construtivismo piagetiano" é o artigo de Sueli Terezinha Ferreira Martins. Nele, a autora apresenta Vigotski, sua obra, os fundamentos de sua teoria, as aproximações e os distanciamentos com a obra de Piaget, destacando, no percurso histórico esboçado, os quatorze anos de produção científica do autor, o acesso inicialmente exíguo a suas obras e sua expansão a partir de 1990, quando o mundo passa a conhecê-las. Na sua visão, as aproximações pretendidas entre Piaget e Vigotski, embora sejam até objeto de publicações na atualidade, são indevidas, uma vez que desconsideram as raízes marxistas da teoria Vigotskiana, sendo algumas delas possíveis, porém nenhuma se referindo aos elementos centrais da teoria desses dois autores. Os únicos pontos comuns entre eles seriam os fatos de terem nascido no mesmo ano e de terem pesquisado os processos psicológicos próprios ao desenvolvimento do ser humano e suas implicações na prática pedagógica. Construíram uma teoria sobre o desenvolvimento humano e estiveram à frente de experiências educacionais. Porém, para além disso, é desconsiderar a produção de ambos e todo o contexto em que foram produzidas suas obras.
O terceiro e último artigo desta parte denomina-se "Implicações Pedagógicas da Escola de Vigotski: algumas considerações", de Lígia Márcia Martins. Nele a autora parte de uma questão que o próprio Vigotski levantava em seus cursos de formação para professores: "O que é educar?" e que respondia utilizando as idéias de Blonski, um de seus antigos professores: "educação é a influência premeditada, organizada e prolongada no desenvolvimento de um organismo". Destaca, a partir daí duas questões centrais: a intencionalidade e a organização do processo de formação. A primeira questão leva-nos a pensar no significado da pré-ideação de um projeto e o planejamento das atividades e procedimentos que garantam a objetivação da pré-ideação (que se torna um dado da realidade concreta). Duas são as implicações advindas dessa postura: fazer a crítica, do ponto de vista da teoria vigotskiana e humanizar o processo educativo pela socialização do saber escolar. A segunda questão envolve a organização do processo educativo, articulando método de ensino e sistematização de conteúdo, objetivando a superação dos conceitos cotidianos para a aquisição dos conceitos científicos. Essa perspectiva deve levar à superação do modelo calcado nas competências, próprio da visão da educação como mercadoria que caracteriza o projeto neoliberal para a educação.
A SEGUNDA PARTE está organizada em sete artigos. O primeiro artigo é de Elenita de R. Tanamachi intitulado "A mediação da psicologia histórico-cultural na atividade de professores e do psicólogo". Ela apresenta os fundamentos da teoria histórico-cultural e do método materialismo histórico-dialético como essenciais na transformação da ação/formação de professores, alunos e psicólogos. Através de uma ação direta numa escola pública, a autora busca desvendar, coletivamente com os agentes sociais da escola, a relação entre a atividade (motivos/ações/finalidades) e a consciência (significados e sentidos) na prática pedagógica, problematizando a questão "por que o aluno não aprende", elaborando-a de outra forma, "por que e como o aluno aprende". O trabalho realizado mostra o processo de alienação como um obstáculo para se obter a articulação entre sentido e significado na atividade pedagógica. Para superar essa situação, aponta a necessidade de uma formação que alie a competência técnico-pedagógica e compromisso político com a transformação da realidade, visando à humanização do próprio homem. 
"A pedagogia histórico-crítica subsidiando a reflexão da questão cultural na educação escolar" é o artigo de José Roberto B. Giardinetto em que tece considerações sobre a produção, elaboração do conhecimento e a importância da apropriação do saber escolar pelos alunos da escola pública. A partir da pedagogia histórico-crítica, problematiza a questão do "respeito à cultura do aluno", através de categorias cotidiano, não cotidiano e processo de humanização, conceitos-chave na teoria marxista na análise da realidade social. Pautado em teóricos marxistas como Saviani e Duarte, o autor defende o trabalho escolar como elemento fundamental ao desenvolvimento cultural dos alunos, levando-os à apropriação de conteúdos sistematizados, construídos historicamente, que contribuem para o desenvolvimento do gênero humano, entendendo-o como ato de produzir direta e indiretamente a humanidade em cada indivíduo, tendo a escola o papel de mediação entre o indivíduo e o conhecimento. Toma como exemplo a crítica à etnomatemática, que se apega ao aspecto da manifestação da matemática em diferentes espaços etnoculturais como algo contraditório à ciência matemática, ou à matemática escolar. Como afirma o autor, "as diferentes produções da matemática em contextos socais diversos não são ‘diferentes matemáticas’, mas diferentes manifestações ‘da’ matemática": trata-se de saber decodificar os traços essenciais do conhecimento, no caso matemático produzido fora da escola, mediante a matemática escolar, sendo estes conteúdos manifestações do conhecimento construído historicamente pelo homem ao longo da história.
"Vigotski e o processo ensino-aprendizagem: a formação de conceitos", de Marilda Gonçalves Dias Facci, trata da questão da formação dos conceitos na teoria Vigotskiana. Neste texto, os conceitos são entendidos como construções culturais: são internalizados pelo homem no decorrer de um processo histórico-cultural, ou seja, ao longo de seu processo de desenvolvimento. A autora destaca a diferença entre os conceitos cotidianos, construídos pelo homem a partir da observação e das atividades próprias de sua vivência em interação com objetos e pessoas a sua volta, e os conceitos científicos que são adquiridos por meio de estudos sistematizados, como são os promovidos pela instituição escolar, que insere o aluno em situações que o levam a realizar sucessivos níveis de abstração em torno de cada conceito que aprende. Ambos os conceitos guardam entre si estreita relação, de modo que um influencia na formação do outro: os conceitos espontâneos podem oferecer suporte para a formação dos conceitos científicos e estes podem levar os primeiros a níveis mais elaborados de generalização. Daí se deduz a importância do trabalho escolar, cuja tarefa primordial é ajudar a criança no desenvolvimento dos conceitos científicos, responsáveis pelos níveis mais elaborados dos processos psicológicos superiores do ser humano.
Adil Poloni, em seu artigo intitulado "Educação matemática e a psicologia sócio-histórica", fala de sua experiência com a educação matemática do ponto de vista vigotskiano. Destaca a possibilidade de que novos conhecimentos podem ser adquiridos numa perspectiva sócio-centrada, através de uma prática que valoriza os aspectos sociais voltados para a formação da cidadania. Na área da Matemática, as atividades educativas, desse ponto de vista, pretendem trocar a formação de uma consciência solitária por uma consciência solidária. Nessa perspectiva, considera que os problemas matemáticos não se separam dos problemas da vida, pelo contrário, ajuda a resolvê-los. O ambiente cultural e a mediação do professor são imprescindíveis para o desenvolvimento do aluno. Os avanços cognitivos dependem de uma ação deliberada do professor, dentro de um contexto significativo, que concorrerá para o desenvolvimento dos modos de internalização de significados no aluno. Longe de um trabalho matemático que funcione como um receituário de fórmulas, a educação matemática deve ser emancipatória: incidir nas possibilidades da zona de desenvolvimento potencial do aluno e levá-lo à internalização de novos conhecimentos necessários a sua formação como cidadão.
Em seu artigo "Palavras grávidas e nascimentos de significados: a linguagem na escola", Dagoberto Buim Arena tem por finalidade dialogar com dois estudiosos: o tcheco Kosik (1927) e o russo Mikhail Bakhtin (1895-1975), a fim de "fazer um exercício sobre a língua que a sociedade, pelas suas instituições de ensino, poderia oferecer ao aluno". Utiliza "como fio-guia a criança que se torna aluno ao entrar para a escola, que se movimenta no ambiente histórico e cultural, criado pelas relações interpessoais, em cujo movimento também é criada e recriada a língua com a qual o aluno inicia o seu relacionamento como co-criador da língua escrita". Considera a língua não como objeto estável, pronta para ser assimilada pelo aluno, mas como um sistema de relativa estabilidade em que há espaço para "a realização da criação humana", o que a torna "viva para o homem criador". É no espaço reservado às interações que isso se torna possível. Na escola, é preciso que o processo de aprender a ler e a escrever seja encaminhado considerando o uso social da língua e o fato de que as significações são tecidas no momento das enunciações. Só assim o sujeito aprendiz pode apropriar-se da língua em sua essência. Fora disso resta apenas a aparência.
"A apropriação da escrita como um instrumento cultural complexo", de Suely Amaral Mello, focaliza as "contribuições de Vigotski acerca do processo de aquisição da escrita". A autora parte da idéia de que muito do que se tem feito com a educação das crianças carece de uma base científica; porém, com o avanço já conquistado na área d educação, é possível buscar maneiras de melhorar a prática pedagógica levada a efeito nas escolas, no intuito de chegar ao "desenvolvimento máximo da inteligência e da personalidade das crianças". Destaca-se, como elemento essencial desse processo, a apropriação da escrita pela criança que não tem sido devidamente ensinada, pois, "ao enfatizar a escrita e o reconhecimento das letras, acabamos por ensinar às crianças o traçado das letras, mas não ensinamos a linguagem escrita". Isso equivale a dizer que, ao darmos relevo ao aspecto técnico dessa aprendizagem, "nos esquecemos da função social para a qual a escrita foi criada". A autora aponta como um grande equívoco a focalização apenas da técnica da codificação, sem considerar ou criar a necessidade da escrita na criança, pois só quando tal necessidade é criada no interior da língua em uso é que aprender a escrever fará sentido para o aluno.
Finalmente, em seu outro artigo, denominado "Contribuições de Vigotski para a Educação Infantil", Suely Amaral Mello destaca, inicialmente, o valor da aprendizagem no processo educativo: as crianças, desde que nascem, aprendem e, porque aprendem, se desenvolvem. Isso permite pensar uma nova Pedagogia para a infância, cuja base é a organização intencional das atividades para a criança, o que supõe que ela é capaz de aprender, consegue estabelecer relações com os outros, consigo mesma e com o mundo a seu redor. Nessa perspectiva, a relação entre a aprendizagem e o desenvolvimento ganha um novo entendimento: a aprendizagem leva ao desenvolvimento. No contato com a cultura, com os adultos e outras crianças são criadas as condições para a aprendizagem infantil. Isso traz como conseqüência a valorização do trabalho do professor, mediador do processo educativo, cuja finalidade é a de garantir a criação das qualidades essencialmente humanas no educando, as quais são, inicialmente, externas ao ser humano, internalizam-se quando se permite o acesso das novas gerações à cultura historicamente acumulada.
Pelo conjunto de artigos que o compõem, este livro propõe-se a contribuir para a formação permanente do professor, profissional hoje pouco valorizado frente à sua responsabilidade social e intelectual. A qualidade da educação requer a articulação entre teoria e prática, inserindo na atividade pedagógica a intencionalidade do processo de humanização de todos os atores nela envolvidos. Além disso, sem a teoria não há compreensão da prática e de seus problemas, e sem a prática não há como se apropriar do real e transformá-lo. Assim, esta coletânea soma-se ao pensamento daqueles que vêem na teoria histórico-cultural um caminho interessante a ser trilhado por todos os que concebem a crise como momento possível de transformação através da construção de novos sentidos e significados, no rigor conceitual dos termos, visando ao processo de humanização tão em risco na sociedade atual.
Junho de 2006 (6)


Notas
1- Vygotsky, assim grafado, é uma dentre as diferentes maneiras que encontramos, conforme a procedência da edição, para escrever o nome desse autor. Escrito dessa forma foi como se apresentou no título da II Jornada do Núcleo de Ensino. Outras possibilidades, para citar as mais conhecidas, são: Vygotski, Vigotskii e Vigotski. Nos textos do livro será utilizada a grafia Vigotski, com exceção das citações originais.

2- VERNAUD, G. Lev Vygotski: pédagogue et penseur de notre temps. Paris; Hachette Livre, 2000, p.4.

3- VIGOTSKII, L. S., LURIA, A. R. & LEONTIEV, A. N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone: Editora da Universidade de São Paulo, 1988, p.15/16.

4- Trecho da página 12 de SÈVE, L. Dialectique et psychologie chez Vygotski. In: Enfance. Tomo 42, v.1-2, p.11-16. Presses Universitaires de France, 1989.

5- Trecho da página 3 de ZAZZO, René. Vygotski (1896-1934). In: Enfance. Tomo 42, n.1-2, p.3-10. Presses Universitaires de France, 1989.

6- Ano da primeira edição desta obra.



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SUMÁRIO

  • APRESENTAÇÃO Sueli Guadelupe de Lima Mendonça e Stela Miller
  • PRIMEIRA PARTE: FUNDAMENTOS DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL 
  • Fundamentos filosóficos marxistas da obra vigotskiana: a questão da categoria de atividade e algumas implicações para o trabalho educativo Betty Antunes de Oliveira
  • Aspectos teórico-metodológicos que distanciam a perspectiva sócio-histórica vigotskiana do construtivismo piagetiano Sueli Terezinha Ferreira Martins
  • Implicações pedagógicas da escola de Vigotski: algumas considerações Lígia Márcia Martins 
  • SEGUNDA PARTE: IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS DA ESCOLA DE VIGOTSKI 
  • A mediação da psicologia histórico-cultural na atividade de professores e do psicólogo Elenita de Ricio Tanamachi 
  • A pedagogia histórico-crítica subsidiando a reflexão da questão cultural na educação escolar José Roberto Boettger Giardinetto
  • Vigotski e o processo ensino-aprendizagem: a formação de conceitos Marilda Gonçalves Dias Facci
  • Educação matemática e a psicologia sócio-histórica Adil Poloni 
  • Palavras grávidas e nascimentos de significados: a linguagem na escola Dagoberto Buim Arena 
  • A apropriação da escrita como um instrumento cultural complexo Suely Amaral Mello 
  • Contribuições de Vigotski para a educação infantil Suely Amaral Mello 

 

Informações Adicionais

Autor (es) / Organizador (es) Sueli Guadelupe de Lima Mendonça & Stela Miller - orgs.
Editora (s) Junqueira&Marin Editores
ISBN 978-85-86305-82-5
Área (s) / Assunto (s) Psicologia da aprendizagem, Formação de professores, Didática, Formação humana, Metodologias de ensino.
Edição / Ano 2ª / 2010
Nº de Páginas 224
Acabamento / Formato brochura - costurado e colado / 14cmx21cm

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